27 de fevereiro de 2018

DOMINGO, 25 DE FEVEREIRO DE 2018 APÓS 56 ANOS DE BLOQUEIO ECONÔMICO DO IMPERIALISMO IANQUE: NOSSA RESPOSTA CONTINUA SENDO A DEFESA INCONDICIONAL DE CUBA E A LUTA PELA REVOLUÇÃO POLÍTICA PARA BARRAR A RESTAURAÇÃO CAPITALISTA QUE AVANÇA COM A CUMPLICIDADE DA BUROCRACIA CASTRISTA!

Nesse mês de fevereiro completam-se 56 anos do bloqueio econômico do imperialismo ianque a Cuba, que já provocou um prejuízo superior a US$ 1,5 trilhão segundo o governo da Ilha Operária. Por ordem do então presidente “democrata” Kennedy, a Casa Branca suspendeu em fevereiro de 1962 as relações comerciais com o Estado operário cubano, além de proibir linhas de crédito e vários outros tipos de intercâmbios. A medida era uma retaliação às nacionalizações de empresas norte-americanas e às crescentes relações com a URSS. Essa política tem sido levada a cabo até hoje, foi renovada por Trump mesmo após a negociações com o “democrata” Obama nos anos anteriores, pondo assim um fim às ilusões da burocracia castrista que acreditou inicialmente que este alteraria as relações políticas entre Cuba e os EUA. “Sabemos o que acontece ali e não nos esquecemos. Cuba deve legalizar os partidos, permitir eleições supervisionadas, liberar os presos e entregar os fugitivos. Enquanto não houver liberdade, haverá restrições”, disse Trump recentemente. Hoje, o bloqueio é usado como fonte de forte pressão para impor dificuldades econômicas ao povo cubano e, ao mesmo tempo, serve de chantagem para o incremento da abertura gradual capitalista por parte da atual direção stalinista do PCC, sob o comando de Raul Castro, opositora frontal do programa trotskista da revolução permanente em escala mundial. A melhor forma dos Marxistas Revolucionários responderem as investidas do imperialismo ianque que se incrementaram com a ascensão de Trump a Casa Branca, é chamando a classe operária em nível mundial a derrotar o imperialismo e não apoiando a política de “coexistência pacífica” com a Casa Branca e a Igreja Católica. Orgulhamo-nos de em meio à ofensiva mundial do imperialismo contra Cuba e outros regimes políticos que são alvo da sanha guerreirista da Casa Branca, como a Coreia do Norte, Síria, Venezuela e o Irã, estarmos na linha de frente do combate internacionalista para derrotar as grandes potências capitalistas, inclusive em unidade de ação com o PC cubano diante dos ataques do pior inimigo dos povos, o imperialismo. Desde a trincheira de luta da defesa do Estado operário cubano e das nações oprimidas, fazemos o combate programático e político pela construção nestes países de uma autêntica direção revolucionária para o proletariado pela via da revolução política no Estado operário deformado cubano.

Com a liquidação contrarrevolucionária da URSS no início dos anos 90, os efeitos do bloqueio econômico ianque se fizeram sentir ainda mais ferozmente. A derrubada do Muro de Berlim e a liquidação da URSS no final da década de 80, saudada como um “avanço ao socialismo” por grupos revisionistas como a LIT/PSTU, UIT/CST, MRT/PTS e afins, forçou a direção castrista a adotar uma série de medidas de mercado para incrementar a atividade econômica na Ilha, completamente sufocada e esgotada pela ausência de relações comerciais com países capitalistas. Até então a ilha mantinha 85% de seu intercâmbio econômico e comercial com a URSS. Com o fim do Estado operário Soviético Cuba deixa de receber abruptamente 14 milhões de toneladas de combustível ao ano a preço abaixo do mercado mundial, quando a produção nacional chegava a no máximo 500 mil toneladas anuais. O desaparecimento das condições vantajosas do comércio de Cuba com o Leste europeu e, fundamentalmente, com a URSS fez caírem as exportações cubanas em mais de 70% em apenas três anos, entre 1989 e 1993. Como produto dessa situação 1/3 do PIB caiu, dividido na redução de 50% da produção da agricultura, 30% da indústria e 70% da construção civil. Em resposta à Lei de Torricelli e a Lei Helms-Burton que reforçaram o bloqueio econômico, o governo cubano aprovou a Lei de Inversões Estrangeiras, em 1995, que flexibilizou o monopólio do comércio exterior, permite investimentos do capital estrangeiro em ramos centrais da economia, autoriza a remessa integral dos lucros e dissolveu a Junta Central de Planificação, órgão responsável pela planificação da economia no Estado operário.

Inicialmente Fidel Castro, no comando do aparelho stalinista do PCC, escondeu a nocividade destas medidas e buscou identificá-las com a NEP de Lenin, quando na verdade sua política não estava baseada na expansão da revolução mundial, como podemos ver claramente nas relações que Cuba estabeleceu com o chavismo, apoiando o “presidente bolivariano” em sua política nacionalista-burguesa de não-ruptura radical com o modo de produção capitalista, ou como fez anteriormente com a Nicarágua de Daniel Ortega. Hoje esta orientação está clara nas resoluções dos Congressos do PCC, condensadas nas palavras de Ricardo Alarcón, presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular: “O socialismo não é a propriedade pública de todos os meios de produção. A luta política e nosso próprio voluntarismo conduziram a exageros no passado, que precisam ser retificados. Não podemos mais compreender o empreendedorismo privado, sob controle do Estado, apenas como uma concessão temporária. Essa atividade deve ter seu lugar em nosso modelo socialista. Para essa tarefa, precisamos entender qual o socialismo possível, capaz de trazer desenvolvimento e prosperidade para as novas gerações. Não temos medo de criticar nossos próprios erros, pois não há outra forma de construir um projeto histórico de nação.” (Opera Mundi, 08/02/12). Ao contrário dessa apologia a abertura feita pela direção stalinista, que ataca direitos históricos dos trabalhadores, os genuínos trotskistas não escondem por um só momento a angustiante realidade por que passa Cuba, abraçada pelo urso imperialista, produto do isolamento da própria etapa contrarrevolucionária aberta com o fim da URSS e da ação da burocracia stalinista que segue firme negando a vigência histórica da revolução internacional.

Alertamos que os “ziguezagues” do castrismo diante da ofensiva mundial do imperialismo ianque, acreditando nas "boas intenções" dos Democratas ianques, colocam em risco a defesa das conquistas históricas da revolução cubana, que mesmo debilitadas por um bloqueio criminoso, permanecem socialmente vigentes para o proletariado da ilha operária. Os próximos passos da Casa Branca, mesmo com o idiota Trump no comando, estão bastante claros: primeiro a chantagem “democrática”, utilizando a dissidência contrarrevolucionária como as “Damas de Branco” ou os ataques midiáticos da blogueira-mercenária Yoani Sánchez, posteriormente a tradicional agressão militar como vimos na Líbia e Síria. Quando se completam os 56 anos do bloqueio econômico do imperialismo ianque a Cuba, reafirmamos que somente a mobilização internacionalista da classe operária poderá fazer frente aos planos do império para aniquilar totalmente a enorme referência mundial da revolução cubana. Frente às provocações ianques sobre o Estado operário cubano, a posição dos Marxistas Revolucionários deve ser a sua defesa incondicional, para na trincheira da luta contra o imperialismo preparar as condições para a revolução política. A destruição do Estado operário cubano seja pela via da agressão militar ou da contrarrevolução “democrática”, inspirada na farseca “revolução árabe” apoiada por todo arco revisionista, não por acaso os mesmos canalhas de “esquerda” que clamam pela “derrubada da ditadura dos irmãos Castro”, representará uma enorme derrota para o proletariado da América Latina, abrindo um período sem precedentes de avanço imperialista. Por isso, nossa resposta continua sendo a defesa incondicional do Estado Operário de Cuba e das conquistas sociais da revolução!

Nota da TML: o presente artigo foi publicado pela Liga Bolchevique Internacionalista (LBI), a qual nos solicitou que publicássemos, caso estivéssemos de acordo. 

17 de fevereiro de 2018

ABAIXO A INTERVENÇÃO MILITAR NO RIO DE JANEIRO, FORA AS TROPAS DO EXÉRCITO DAS RUAS! ROMPER COM A POLÍTICA DA FRENTE POPULAR (PT e PSOL) DE SILÊNCIO CÚMPLICE OU APOIO VELADO A AÇÃO DAS FFAA!

O governo golpista de Temer acaba de decretar intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (16.02). Segundo o Planalto, as FFAA “vão ajudar na segurança do RJ até dezembro de 2018”. Trata-se na verdade de uma nova investida reacionária contra a população pobre e negra do Rio de Janeiro, rebelada em razão da falência completa do Estado fluminense e agora com o aprofundamento da crise econômica. A ausência da polícia durante o Carnaval e as cenas de arrastões marteladas no Jornal Nacional para criar pânico não foram por acaso, montaram um cenário para justificar a intervenção militar e estrategicamente colocar os militares nas ruas, em uma espécie de “balão de ensaio” do que pode vir a acontecer em um futuro breve em todo o país. Os parceiros da Frente Popular faliram o Estado do Rio de Janeiro, sendo que Pezão, filhote de Cabral (PMDB) sequer está pagando os salários dos servidores públicos. Os trabalhadores precisam enfrentar essa ofensiva reacionária rompendo a paralisia imposta pelas direções reformistas e frente populista (PT, PCdoB e do PSOL). O PSOL, por exemplo, limita-se afirmar que “Intervenção no Rio é ação desesperada de Temer que praticamente tirou de cena o governador fluminense” (site PSOL nacional, 16.02). Essa política de conciliação de classes tem levado o movimento popular a um beco sem saída, com a liquidação de conquistas e direitos. Nesse marco os revolucionários têm a obrigação de denunciar o papel de Marcelo Freixo e seus aliados. Marcelo Freixo, principal referência da esquerda carioca, que todos os dias usa as redes sociais para informar sobre as atividades de seu mandato parlamentar mantém-se “bem caladinho” sobre o tema apesar das tropas estarem ocupando morros e favela. Freixo não deseja chocar-se com a chamada “opinião pública”, ou melhor, com seus eleitores de classe média que defendem “mais segurança” diante da barbárie social imposta pelo roubo dos cofres públicos pela máfia do PMDB. O parlamentar do PSOL é defensor das ultra-reacionárias UPPs e da “Operação Lava Jato”. Mesmo nesta espiral de violência da repressão estatal contra o proletariado, o PSOL defende que a polícia deva ser “mais eficiente e transparente”. Freixo reclama que as UPPs não chegam à totalidade dos morros cariocas para “combater as milícias”. Um de seus principais aliados no Rio de Janeiro, Alessando Molon, da Rede, reclamou do retardo das medidas adotadas por Temer, “A situação de insegurança já é gravíssima há muito tempo, esse carnaval, infelizmente, foi o carnaval da violência. Por que só agora o governo decidiu tomar essa atitude?” (UOL, 16.02). Randolfe Rodrigues foi no mesmo sentido de criticar a medida "casuística" de Temer para ganhar tempo a fim de aprovar a reforma da Previdência. Em geral o conjunto da Frente Popular, do PT ao PSOL, variam do “silêncio cúmplice” ao “apoio velado” a ação das FFFA para ficar de bem com seu eleitorado de classe média. Diferente do PT e do PSOL que só denunciam o “golpe” quando trata-se de eleições e das disputas no parlamento burguês, os Marxistas Revolucionários da LBI defendem em alto e bom som: “Abaixo a intervenção militar no Rio de Janeiro, fora as tropas do Exército das ruas!”. A classe trabalhadora e o povo pobre não pode continuar indefeso contra a violência organizada do Estado capitalista e seus bandos mafiosos. Precisa organizar comitês de autodefesa pela expulsão do aparato repressivo das favelas, pela destruição das polícias e contra a intervenção das FFAA no Rio de Janeiro. Para Trotsky, “inclusive as frações mais avançadas (do exército) não passarão aberta e ativamente para o lado do proletariado até que vejam com seus próprios olhos que os operários querem lutar e são capazes de vencer (“Aonde vai a França?”). Ou seja, a unidade do proletariado mesmo com os setores mais avançados do exército só se dará em situações pré-revolucionárias. No caso específico do Exército, defendemos um programa de reivindicações transitórias destinadas aos soldados e cabos, a fim de que rompam com a hierarquia militar subordinando-se a uma clara estratégia de destruição revolucionária do aparato repressivo do Estado burguês (difusão de imprensa política nos quartéis, direito a sindicalização, formação de sindicatos vermelhos, etc.). Frente a intevenção militar defendemos a unidade dos trabalhadores da cidade e do campo pela via da construção de Greve Geral que se inicie pela mobilizações das bases operárias e populares neste dia 19 de Fevereiro, tendo como eixo o fim imediato da intervenção militar. Estrategicamente é necessário expropriar a burguesia para que sobre os escombros desse Estado burguês corrupto e assassino se construa um poder de novo tipo, capaz de erguer um modo de produção social que garanta condições dignas de vida para o conjunto dos que trabalham e não que sirva para acumular capital a fim de engordar os bolsos de um punhado de parasitas mafiosos!

Nota da TML: artigo publicado pelo Blog da Liga Bolchevique Internacionalista (LBI), cujo conteúdo temos acordo, motivo pelo qual o reproduzimos.

16 de fevereiro de 2018

IMPOR PELA MOBILIZAÇÃO DAS BASES OPERÁRIAS E POPULARES UMA GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO QUE PARALISE A PRODUÇÃO PARA DERRUBAR TEMER E SUAS REFORMAS NEOLIBERAIS! NÃO A POLÍTICA DE PRESSÃO SOBRE O PARLAMENTO E DE APOIO AS CANDIDATURAS DA OPOSIÇÃO BURGUESA NO CIRCO ELEITORAL DA DEMOCRACIA DOS RICOS!

Mal acabou o Carnaval, onde o vampiro Temer foi alvo de protestos populares por todo o país nas marchinhas e até mesmo no Sambódromo como no desfile da Escola de Samba “Paraíso do Tuiuti”, o golpista pretende junto com o canalha Rodrigo Maia colocar em votação na Câmara dos Deputados o projeto da malfadada “Reforma da Previdência”. As contrarreformas neoliberais levarão ao acirramento da pobreza, concentração extrema de renda e estagnação profunda da economia nacional, tornando ainda mais grave a crise. As privatizações inviabilizarão as condições de vida das massas, além desestruturar o próprio Estado nacional burguês brasileiro. Nesse contexto, a contrarreforma neoliberal da previdência exigida pela máfia financeira internacional, significa na prática, o espólio aberto de parte significativa da riqueza produzida pelos trabalhadores. A LBI, TML e diversas oposições classistas pelo país temos defendido a convocação de uma verdadeira Greve Geral por tempo indeterminado paralisando a produção, comércio e transporte para derrotar Temer e seus ataques contra os trabalhadores, apostando na luta direta, radicalizada dos explorados e oprimidos para enterrar esse governo corrupto e entreguista. Longe de seguir esse caminho de combate, a Frente Popular (PT, PCdoB e PSOL) assim como as centrais sindicais (CUT, FS, CTB, Conlutas, Intersindical...) tem apontado apenas “dias nacionais de luta” sem organização na base das categorias, limitando-se a atos domesticados e pacíficos de protesto, como desejam fazer agora nesta segunda-feira, 19 de Fevereiro. Essa política de colaboração de classes de não radicalizar a luta e restringi-la a pressão parlamentar, está na verdade voltada a desgastar Temer e patrocinar ilusões no circo eleitoral da democracia dos ricos via as candidaturas do PT e PSOL. Trata-se de uma orientação suicida que nos levará a derrota, como foi na época da Reforma Trabalhista e na Terceirização. O movimento operário e popular encontra-se paralisado em razão de sua direção burocrática e pelega, que vive basicamente dos aparatos dos sindicatos e das Centrais sindicais, como CUT, CTB, Força Sindical, CSP-Conlutas, Intersindical, e todas as demais, que sustentam o regime golpista, traindo e contendo a enorme disposição de luta dos trabalhadores por suas reivindicações imediatas e por seus direitos trabalhistas e previdenciários. As direções burocráticas e pelegas não mobilizam os trabalhadores, sendo que em razão das pressões destes apenas realizam paralisações de 24 horas para que elas não coloquem em risco a estabilidade do regime golpista.

Os burocratas boicotam sistematicamente a convocação de uma Greve Geral por tempo indeterminado porque sabem que isso colocará em risco os seus privilégios e o regime golpista com a entrada em cena do conjunto do movimento operário e popular. Os burocratas sindicais sustentam esse governo golpista que retirou todos os direitos dos trabalhadores e rasgou a CLT e que agora pretende acabar com a aposentadoria e os direitos previdenciários. É necessário forjar uma nova vanguarda operária e revolucionária para a defesa um programa de luta pelas reivindicações imediatas e transitórias dos trabalhadores contra o desemprego, reajustes salariais, redução da jornada de trabalho sem redução do salário, e sobretudo agora preparar e organizar uma Greve Geral por tempo indeterminado, com comandos de greve eleitos pela base, pela anulação da “Reforma Trabalhista” e contra a aprovação da “Reforma da Previdência” e pela derrubada do regime golpista e de suas instituições. Portanto, barrar esse ataque a previdência é impor na verdade um duro golpe ao grande capital financeiro imperialista, que é quem está de fato por trás dos ataques contra os trabalhadores, levado adiante por seus serviçais no parlamento e grande imprensa corrupta. Não confiar na traidora e covarde burocracia sindical frente populista eleitoreira lulista, e articular nos locais de trabalho, estudo e moradia pela base o embrião de uma verdadeira Greve Geral no país é mais do que urgente, para derrotar esse criminoso arrocho neoliberal do capital em decadência contras as condições de existência das massas operárias!

Defendemos a convocação pela base de um amplo e democrático Congresso Nacional dos Trabalhadores agrupando o movimento operário, popular, camponês e estudantil, que deve ser forjado como uma alternativa de poder dos trabalhadores diante do circo eleitoral da democracia dos ricos que se aproximam e frente a paralisia política imposta pela burocracia sindical que deseja apenas desgastar o golpista Temer para desviar as lutas para o terreno eleitoral. A LBI, TML e as Oposições classistas que subscrevem esse manifesto lançam um chamado franco à toda vanguarda classista, a grupos políticos, sindicais e organizações marxistas para juntos convocarmos um Congresso que aprove uma plataforma de centralização das lutas como alternativa a farsa de uma saída eleitoral nos marcos da institucionalidade burguesa. O seu caráter não é meramente sindical e sim o embrião de um organismo político de frente única capaz de agrupar todos os setores explorados do país para assentar as bases de um poder de novo tipo, proletário e socialista, forjando embrionariamente a consciência dos exploradores na senda da construção de seu próprio poder estatal, o Governo Operário e Camponês, como um sinônimo político da Ditadura do Proletariado.

- Eleger comandos de greve nas bases das categorias!

- Não à aprovação da Reforma da Previdência!

- Abaixo o golpista Temer!

- Organizar um Congresso Nacional de Base dos trabalhadores como um embrião de organismo de poder proletário e socialista!

LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA – LBI
TENDENCIA MARXISTA-LENINISTA – TML  
MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA (MOB) – CE 
OPOSIÇÃO CLASSISTA DOS QUÍMICOS – SP 
OPOSIÇÃO DE LUTA DOS PROFESSORES – CE 
OPOSIÇÃO COMBATIVA DOS PETROLEIROS – RN 
OPOSIÇÃO UNIDADE NA LUTA - URBANITÁRIOS – CE 
OPOSIÇÃO DOS PROFESSORES/MARACANAÚ - CE

7 de fevereiro de 2018

O perigo da aprovação da “Reforma da Previdência”

As centrais sindicais realizaram reunião no dia 31 de janeiro passado e se recusaram a deliberar a realização de greve geral por tempo indeterminado, decidindo apenas pela “realização de uma Jornada Nacional de Luta contra Reforma da Previdência.”

Os burocratas e pelegos sindicais seguem boicotando sistematicamente a luta dos trabalhadores, propiciando que a burguesia e o imperialismo, por meio do governo golpista de Michel Temer, manobrem no sentido da aprovação da “Reforma da Previdência”, como fizeram com a “Reforma Trabalhista”.

A imprensa golpista está noticiando que a probabilidade da aprovação da “Reforma da Previdência” é remota, mas o golpista Temer segue impulsionando as “negociações” para aprová-la, isto é, comprando os votos do deputados do Congresso Nacional, transformado hoje num verdadeiro balcão de negócios.

A traição da pelegada poderá redundar numa terrível derrota para o movimento operário e popular com o fim da aposentadoria e dos direitos previdenciários, a exemplo do que ocorreu com a “Reforma Trabalhista”, na qual foram suprimidos os direitos laborais.  

O movimento operário e popular encontra-se paralisado em razão dessas direções burocráticas e pelegas, que vive basicamente dos aparatos dos sindicatos e das Centrais Sindicais, como CUT, CTB, Força Sindical, CSP-Conlutas, Intersindical, e todas as demais, que sustentam o regime golpista, traindo e contendo a enorme disposição de luta dos trabalhadores por suas reivindicações imediatas e por seus direitos trabalhistas e previdenciários.

As direções burocráticas e pelegas não mobilizam os trabalhadores, em razão das pressões destes, apenas realizam paralisações de 24 horas, visando conter as mobilizações, como ocorreu no dia 5 de dezembro do ano passado, para que elas não coloquem em risco a estabilidade do regime golpista.

Os burocratas boicotam sistematicamente a convocação de uma greve geral por tempo indeterminado por que sabem que isso colocará em risco os seus privilégios e o regime golpista.

Portanto, é fundamental substituir essa burocracia sindical pelega, como fizemos quando da ditadura de 1964, formando oposições sindicais classistas para enfrentar, desmascarar e expulsar os burocratas e pelegos dos sindicatos e das Centrais, buscando forjar uma nova vanguarda operária e revolucionária para a defesa um programa de luta pelas reivindicações imediatas e transitórias dos trabalhadores contra o desemprego, reajustes salariais de acordo com os índices do Dieese, redução da jornada de trabalho sem redução do salário, e  sobretudo agora preparar e organizar uma Greve Geral por tempo indeterminado pela anulação da “Reforma Trabalhista” e contra a aprovação da “Reforma da Previdência” e pela derrubada do regime golpista e de suas instituições. 

Assim, é fundamental a deliberação da greve geral por tempo indeterminado a partir do dia 19 de fevereiro, elegendo comandos de greve, nas fábricas, nas empresas, nos campos, nas escolas, nas universidades para derrotar a “Reforma da Previdência” e anular a “Reforma Trabalhista”, na perspectiva de derrubar o governo golpista de Michel Temer.

- Greve Geral por tempo indeterminado!

- Eleição de comandos de greve nos locais de trabalho e estudo!

- Abaixo a “Reforma da Previdência”!

- Anulação da “Reforma Trabalhista”!