A decisão do presidente chileno recém-empossado, José Antonio Kast, de erguer barreiras físicas na fronteira norte foi apresentada como política de segurança. Na prática, a medida transforma migrantes pobres em ameaça pública e alimenta desconfiança contra trabalhadoras e trabalhadores vindos sobretudo do Peru e da Bolívia.
O discurso não é novo. Ele repete a lógica usada por Donald Trump nos Estados Unidos, quando transformou o muro na fronteira com o México em símbolo político. Cria-se a figura do migrante como inimigo para justificar exclusão e desviar o debate das causas reais da desigualdade.
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No Chile, a narrativa da segurança ignora que os fluxos migratórios nascem de crises econômicas e desigualdades que atravessam todo o continente. Mulheres, crianças e homens cruzam fronteiras em busca de sobrevivência, enquanto o capital circula livremente em busca de lucro.
A proposta também fere a ideia histórica de integração latino-americana. Por décadas, movimentos populares e intelectuais defenderam a união regional como caminho para enfrentar dependência econômica e desigualdade. Transformar povos vizinhos em suspeitos enfraquece essa perspectiva e estimula divisões.
A criminalização da migração costuma servir como cortina de fumaça. Quando governos apontam o dedo para estrangeiros pobres, evitam discutir concentração de renda, precarização do trabalho e injustiças sociais. O migrante vira bode expiatório de problemas muito mais profundos.
Em um continente marcado por migração e solidariedade, levantar muros contra vizinhos é um retrocesso histórico. A América Latina precisa de pontes políticas e sociais. Defender o direito de migrar significa reconhecer que famílias do continente compartilham desafios comuns.
A Tendência Marxista-Leninista repudia essa iniciativa populista e demagógica do governo de José Antonio Kast. Enaltecemos o espírito de luta do povo chileno, marcado por experiências históricas como a de Salvador Allende e de tantos outros companheiros que lutaram pela emancipação da classe trabalhadora.

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