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A questão do partido (VI): a democracia interna

Retomando o estudo da questão do partido, mais precisamente sobre a democracia interna, pretendemos publicar hoje e em mais duas próximas oportunidades textos sobre a democracia interna e o centralismo democrático em um partido marxista-leninista:

Hoje publicaremos um texto de Trotsky, antes dele ingressar no Partido Bolchevique, constante de Prólogo da Versão Castelhana, escrito por JESÚS PABÓN, da Real Academia da Historia da Espanha, do livro de Trotsky sobre Lênin, págs. 63/64, Ediciones Ariel, Barcelona, 1972, com nossa tradução livre para o português:

“O tema é velho e havia sido discutido nos tempos da emigração. Depois da cisão definitiva da social-democracia russa, irremediável desde que Lênin constituiu em 1912 o Partido Bolchevique, Trotsky, que ainda não pertencia a ele, havia exposto sua opinião sobre a vida interior de uma associação socialista: “Em uma extensa comunidade marxista, que abarque dezenas de milhares de operários, não pode deixar de existir divergências e desacordos. Todo membro dessa comunidade ideológica tem, não somente direito, senão a obrigação de defender seus pontos de vista sobre a base do programa comum. Porém, de acordo com ele, nenhum deve olvidar que se tratam de diferenças nas fileiras fraternais...A disciplina e a coesão combativas são inconcebíveis sem uma atmosfera de estima e de confiança mútuas, e o que atenta contra esses princípios morais, quaisquer que sejam suas intenções, mina a existência mesma da social-democracia” (o partido marxista revolucionário da época – Nota de E. W.).

Erwin Wolf 

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