11 de novembro de 2019

Lula livre é fora Bolsonaro e todos os golpistas!

Por Leonardo Silva*

Nesta sexta-feira de 8 de novembro, após 580 dias encarcerado na masmorra de Curitiba o companheiro ex-presidente Lula está livre após decisão do Supremo Tribunal Federal que considerou inconstitucional prisões em 2ª instância sem todo os recursos julgados. Essa decisão que vem após de grande pressão popular desde as campanhas e a vigília Lula Livre, somada a luta interna da burguesia com vistas a por fim à ascensão lavajatista cujo papel não mais foi que perseguir a esquerda, deve ser tomada como uma vitória, mas ainda parcial uma vez que o ex-presidente ainda não detém seus direitos políticos.

A decisão de ontem não deve deixar na militância de esquerda e no movimento operário quaisquer ilusões com as instituições contaminadas pelos lacaios do imperialismo. É preciso lutar pela anulação de todos os processos políticos contra Lula, Zé Dirceu e todos os demais membros da direção do PT, em uma luta sem tréguas contra a direita lavajatista e o regime golpista. A burguesia está com medo da mobilização popular que toma conta da América latina em reação de completo repúdio à maquina de moer carne neoliberal instalada pelo imperialismo com os golpes de estado, e para evitar que essa onda chegue ao Brasil de vez que já apresenta claramente essa tendência os grandes capitalistas vão manobrar de todas as maneiras.

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O movimento popular deve ter a iniciativa diante da crise que se apresenta com o governo Bolsonaro, um governo de extrema direita improvisado e eleito na fraude, mas muito perigoso e que se colocou por via do seu clã familiar a ameaçar o país com um "novo AI-5". Não devemos nos intimidar, deixando claro agora mais que nunca, que essa aventura se concretizada não vai sair de graça e sem reação popular. É precioso mobilizar cada bairro e cada fábrica em todo de um programa de luta que consiste em exigir a nulidade de todos os processos contra Lula, pela queda do governo Bolsonaro e todos os golpistas, eleições gerais e com Lula candidato!

Goiânia, 8 de novembro de 2019.

*Leonardo Silva é professor e nosso camarada e colunista na cidade de Goiânia, Estado de Goiás.

8 de novembro de 2019

Liberdade para Lula, mas sem sossego para Bolsonaro e golpistas

© foto: Ricardo Stuckert

O regime golpista brasileiro, após saquear o Brasil com as privatizações à moda tucana, isto é, a conhecida privataria, a entrega a preço de banana das empresas públicas nacionais para os imperialismos norte-americano, inglês, chinês, etc..., aprofundando a crise econômica e política, aumentando a pobreza extrema da população, tenta agora manobrar libertando Lula, em busca da tentativa de cooptar setores do burguesia nacional opositora e do movimento operário e popular.

O governo do golpista e fascista Jair Bolsonaro, em quase um ano, está levando o Brasil à barbárie, como demonstra aumento do ritmo da destruição de quase 300% de desmatamento da Floresta tropical, o que escandalizou o mundo; as manchas de óleo pelo litoral do nordeste brasileiro; o aumento da pobreza extrema; o encarceramento em massa da população, com mais de 800 mil presos, sendo que 40% destes sem condenação; o genocídio da população pobre e negra das cidades, com milhares de mortos, pelas polícias militares armadas até os dentes pelos 27 Estados da Federação brasileira.

Os golpistas, dirigidos pelos Estados Unidos e a CIA, ou seja, pelo imperialismo norte-americano, orquestraram a chamada “Operação Lava Jato” para perseguir adversários, utilizando-se até da tortura e com suspeitas de assassinatos,  bem impulsionaram o golpe de Estado que derrubou o governo da presidenta Dilma Rousseff, Partido dos Trabalhadores, e em seguida fraudaram as eleições de 2018, com a prisão do candidato que liderava as pesquisas eleitorais, o ex-presidente Lula, com o objetivo de reverter a queda da taxa de lucros dos bancos e dos grandes monopólios provocada pela própria crise capitalista mundial iniciada no final de 2007 e começo de 2008, que chegou de forma retardatária no Brasil por volta de 2013.

Para tanto, estão implementando a recolonização e a escravidão da população brasileira de forma brutal, com a supressão de todos os direitos trabalhistas, previdenciários e sociais, juntamente com o desemprego e o encarceramento em massa, e o genocídio dos pobres e negros das periferias da cidades, dos camponeses, dos povos indígenas e quilombolas, com o objetivo de expansão do agro-negócio e a rapina das riquezas do País, como petróleo, ouro, diamante, nióbio, minério de ferro, carne, etc... (as chamadas commodities), colocando em risco o meio ambiente, como fizeram com a Vale, empresa de mineração privatizada a preço de banana no governo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (favorecido, beneficiado e protegido da "Operação Lava Jato", diga-se de passagem), que destruiu o Rio Doce, no Estado de Minas Gerais.

Os golpistas destruíram o Incra (Instituto de Reforma Agrária) e a Funai (Fundação Nacional do Índio), colocando generais em sua direção, pois ainda vigora nas Forças Armadas a Doutrina de Segurança Nacional da época da ditadura, em razão de que os oficiais fascistas e torturadores não foram presos e nem punidos como aconteceu na Argentina.

A barbárie capitalista contra o meio-ambiente também é impulsionada pelo imperialismo norte-americano, associado aos demais países do G7, como Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Japão e Canadá. Assim sendo, denunciamos a demagogia do banqueiro e presidente da França imperialista Emmanuel Macron, defendendo a independência da Guiana e a expulsão do imperialismo francês da América do Sul, o qual na França prepara um ataque maior aos imigrantes, com a exigência de cotas, retirada de atendimento médico, como acontece nos Estados Unidos, e desmonte total dos campos de refugiados, que vem fazendo desde 2018. Macron vai se aproximando e adotando a política nazista de Marine Le Pen, a líder francesa ultra-direitista. 

A lição do falecido médico, historiador e dirigente do Partido Comunista Brasileiro, Leôncio Basbaum, em sua obra “História Sincera da República, de 1961 a 1967”, pág. 121, Editora Alfa-Omega, 1977, continua atual:

“Até há poucos anos, a segurança nacional era antes de tudo a segurança da pátria contra um possível inimigo externo. As manobras militares imaginam um inimigo vindo do exterior, por mar ou por terra e toda a estratégia de defesa era então revista, pelo menos teoricamente. Era uma estratégia defensiva. Mas nestes últimos anos, sobretudo depois que as personalidades civis e militares norte-americanas começaram a fazer conferência na ESG (Escola Superior de Guerra – Nota da TML), o conceito de “segurança nacional” se refere sobretudo a um inimigo interno”.

Essa é a doutrina da “Segurança Nacional”, elaborada pelo General Golbery do Couto e Silva, do “Grupo da Sorbonne” a dita “inteligentsia” do Exército, teoria essa baseada no nazista Hermann Goering, que trata o povo brasileiro como inimigo interno.

Esse caminho da barbárie coloca em risco a integridade nacional do Brasil, impulsionando forças centrífugas, com o País correndo o risco de se dividir em dois, de um lado o Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e de outro o norte e nordeste, ou mesmo dividindo-se em várias partes, como a ex-Iugoslávia, a ex-União Soviética,  ou como os nossos irmãos e vizinhos sul-americanos.

A situação política  e a crise econômica agrava-se dia a dia. A Bolsa de Valores sempre em queda, o dólar em alta, “pibinho” de 0,87% e a enorme rejeição do golpista Bolsonaro denunciam a crise do regime golpista e a crescente polarização da luta de classes, demonstrando que se avizinha uma situação pré-revolucionária, onde os de cima, os golpistas, já não estão tendo condições de governar como antes, e os de baixo, a classe trabalhadora e a maioria oprimida nacional, já demonstram insatisfação e não suportam mais as suas condições de sua existência.

Os golpistas estão tentando se segurar manobrando, sendo que recentemente acenaram com a liberação do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço), para conter a insatisfação popular, mas tiveram que recuar devido à pressão da indústria da construção civil, a qual utiliza esses recursos para financiar seus empreendimentos imobiliários. Aí os golpistas liberaram apenas até R$ 500,00 por pessoa a partir desta semana. Antes, os golpistas anteciparam a primeira parcela do 13º salário, o abono de Natal. Agora decidiram soltar Lula, tendo em vista a enorme resistência empírica da população brasileira, das massas, apesar das direções burocráticas do movimento operário e popular que sabotam a mobilização com as paralisações de apena 1 dia, apenas como válvula de escape do descontentamento popular.

Mas o campo de manobra está ficando cada vez mais limitado. Está chegando a hora da onça beber água! Provavelmente o bicho vai pegar!

Portanto, o movimento operário e popular  necessita dar um perspectiva revolucionária à situação política, contra as suas direções burocráticas e reformistas, que têm uma política frente populista de conciliação e colaboração de classes, as quais se recusam a impulsionar uma greve geral por tempo indeterminado para por abaixo o regime golpista. Como dissemos, essas direções vêm se utilizando da paralisação por apenas 24 horas (“greve geral de apenas 1 dia”), como válvula de escape das pressões das massas, o que tem impedido a abertura de uma situação pré-revolucionária no Brasil.

As direções majoritárias dos partidos operários, como PT, PCdoB, PSOL e PSTU, das centrais operárias, como a CUT, CTB, INTERSINDICAL, CSP-Conlutas, e dos movimentos populares, como MST e MTST seguem semeando ilusões eleitoralistas e parlamentaristas, ou seja, na democracia burguesa, a qual, como sabemos, não passa da ditadura do capital.

Inclusive, neste momento, tendo em vista iminente soltura de Lula, já estão dizendo absurdamente que está sendo restaurada a democracia, como que “virando a página” do terrível golpe de Estado de 2016, da fraude eleitoral de 2018, com a prisão de Lula, na época líder nas pesquisas de opinião, e com a usurpação das instituições burguesas golpistas como o Congresso Nacional e o Judiciário, com Supremo e tudo.

No entanto, não há como superar essas direções burocráticas e reformistas, sem romper a política de conciliação e colaboração de classes, colocando-se de forma intransigente contra qual forma de acordo ou pacto social com os golpistas, levantando a bandeira da aliança operário, camponesa e estudantil para a derrubada do regime golpista e de suas instituições burguesas, na perspectiva de um governo operário e camponês, rumo ao socialismo, baseada num programa de transição, com as palavras de ordem de redução da jornada de trabalho sem redução de salários;  reajustes e aumentos reais de salariais de acordo com os índices do DIEESE; anulação da “Reforma Trabalhista”; contra aprovação da “Reforma da Previdência”, ou seja, com o fim da aposentadoria; formação de comitês de autodefesa operária e popular, a partir dos sindicatos; liberdade para todos os presos políticos, como Lula, Zé Dirceu, João Vaccari, Rafael Braga; expulsão do imperialismo, unidade e independência nacional; e Fora Bolsonaro e todos os golpistas e destruição de suas instituições burguesas!

Para tanto, é fundamental a formação imediata de uma frente única operária, camponesa e estudantil, dos partidos operários e das organizações de massas, como PT, PCdoB, PSOL, PCO, CUT, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, MST, MTST, e UNE, na perspectiva de um Governo Operário e Camponês, rumo à revolução proletária, socialista, saindo às ruas para garantir a soltura de Lula e derrubar Bolsonaro e todos os golpistas e todas suas instituições burguesas usurpadoras!

-Fim do desmatamento e destruição da Floresta Amazônica!
-Fora os países imperialistas da América do Sul!   
- Independência da Guiana e expulsão do imperialismo francês!
- Anulação da “Reforma Trabalhista”!
- Não à aprovação da “Reforma da Previdência”!
- Desmantelamento do aparato repressivo! Fim das PM nos Estados! Fim da Força Nacional!
- Lula livre! Liberdade para todos os presos políticos!
- Fora Bolsonaro e todos os golpistas e destruição de todas as instituições burguesas usurpadoras! 

7 de novembro de 2019

Na França, Macron caminha rumo ao nazismo

© foto: Benoit Tessier / AFP

O presidente francês Emmanuel Macron anunciou nesta terça-feira, dia 5 de novembro, que o parlamento francês definirá cotas de imigração para as pessoas que querem trabalhar na França.

Além disso, adotará medidas para deixar sem atendimento médico os imigrantes, como ocorre, por exemplo, nos Estados Unidos, e atacará os campos de refugiados que ele começou a desmontar desde 2018.

Macron passa a adotar abertamente uma política nazista, aproximando-se da política de Marine Le Pen.

Macron é banqueiro, representante do capital financeiro (fusão do capital industrial com o bancário) que, na fase imperialista, é a reação em toda linha, época de revoluções e guerras, como as patrocinadas pela França, a Inglaterra e os Estados Unidos no Oriente Médio, Irã, Iraque, Líbia, Palestina, em apoio ao Enclave sionista e terrorista de Israel, no Norte da África, em Mali, etc..., tudo com o apoio da ONU, que como disse Lênin de sua antecessora, a Sociedade das Nações, não passa de um covil de bandidos, e da OTAN, seu braço armado assassino.

Assim, cumpre aos trabalhadores franceses e aos trabalhadores imigrantes, juntamente com os partidos operários, como o Partido Socialista, o Partido Comunista, o Novo Partido Anticapitalista, a Liga Operária, o Partido Operário Independente, a Central Geral dos Trabalhdores (CGT)  e demais organizações operárias e populares francesas, como a União Nacional dos Estudantes Franceses, fazer uma frente única operária para barrar as medidas fascistas e derrotar em casa o imperialismo francês, pois como diziam a III Internacional de Lênin e Trotsky e a IV Internacional, o inimigo se encontra em casa.

- Frente única operária do PS, PC, LO, POI, NPA, UNEF, CGT para lutar contra o nazismo e derrotar Macron!

- Fora Macron!

- Abaixo o imperialismo francês!

- Abaixo o nazismo na França!

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