20 de janeiro de 2019

Contra a ameaça de fechamento, ocupar a GM de São Caetano

A General Motors, por meio de comunicado de seu presidente Carlos Zarlenga, anunciou a possibilidade do fechamento das fábricas na América do Sul, isto é, na Argentina e no Brasil, na cidade de São Caetano do Sul, no ABC paulista, e São José dos Campos, em razão do anúncio dos resultados de 2018 aos acionistas, pela presidente global da empresa, Mary Barra, a qual disse que “Não vamos continuar investindo para perder dinheiro.”

Contraditoriamente, os operários metalúrgicos da GM de São Caetano dizem que:

“mais um jeito de nos pressionar. Acabaram de investir R$ 1,2 bilhão, há projetos garantidos até 2021. Eles querem dar desculpas antecipadas do facão que terá neste ano. Acreditamos que nem na crise ela não teve prejuízo. Pelo contrário.” (Diário do Grande ABC, 19/1/19).

Ainda segundo o referido jornal:

“O cenário se dá em momento em que a fábrica está prestes a receber novo modelo na linha de produção, de onde saem hoje Onix Joy, Montana, Cobalt e Spin. O mercado especula a produção do SUV compacto Tracker, hoje importado do México. A novidade é fruto do processo de ampliação e modernização da fábrica, para a qual está sendo investido R$ 1,2 bilhão. O aporte faz parte do pacote de R$ 13 bilhões injetados no País entre 2014 e 2020, conforme anunciado em 2017.”

Vê-se claramente que trata-se de uma estratégia da GM com o objetivo de explorar ainda mais aos operários e preparar demissões. Tanto é verdade que o burocrata e pelego presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, confessou que fez acordo traidor:

“No acordo coletivo de dois anos atrás já flexibilizamos o adicional noturno e o banco de horas, então é difícil saber o que temos ainda para contribuir. Agora, vamos esperar a primeira reunião com eles (GM), que deve acontecer na terça-feira em São José dos Campos.” (idem).

Infelizmente, as diretorias dos Sindicatos dos Metalúrgicos tanto de São Caetano, como de São José dos Campos, costumam fazer acordos traidores com a GM, prejudicando aos trabalhadores.

Assim, é fundamental que os metalúrgicos rompam com a política de conciliação e de colaboração de classes das direções dos respectivos sindicatos.

O que está colocado  é a luta de classes contra os patrões, contra a burguesia nacional e imperialista das montadoras imperialistas. A burguesia nacional e o imperialismo não querem nem saber: tentam jogar o ônus da crise nas costas dos trabalhadores e camponeses, jovens e estudantes e da maioria oprimida nacional. Elevam os juros bancários lá em cima, arrocham os salários, despedem os trabalhadores, praticam o genocídio da população jovem, pobre e negra das periferias das cidades, dos camponeses, dos povos quilombolas, dos povos indígenas, por meio da Polícia Militar, das Forças Armadas e dos seus jagunços. Derrubaram uma presidenta eleita democraticamente, instalando um estado de exceção, fraudaram as eleições e colocaram no poder o fascista Jair Bolsonaro.

É necessário ter ousadia e resolução no sentido de impulsionar a luta dos trabalhadores, organizando um oposição sindical classista na categoria metalúrgica de todo o ABC e em São José dos Campos, exigindo a convocação de uma Assembleia dos operários da GM, tanto em São Caetano, como em São José dos Campos, para que seja deliberada a greve com ocupação das fábricas da GM contra a chantagem do fechamento da empresa e das demissões.

“As greves, com ocupação de fábricas, escapam aos limites do regime capitalista normal. Independentemente das reivindicações dos grevistas, a ocupação temporária das empresas golpeia no cerne a propriedade capitalista. Toda greve com ocupação coloca na prática a questão de saber quem é o dono da fábrica: o capitalista ou os operários.” (Leon Trotsky).

- Por uma Assembleia dos metalúrgicos da GM em São Caetano do Sul e São José dos Campos!

- Não às demissões!

- Greve com  ocupação das fábricas da GM!

- Abaixo o fascismo!

- Fora todos os golpistas!

17 de janeiro de 2019

General nazista volta a comandar o extermínio dos índios no Brasil

O general nazista, Franklimberg Ribeiro de Freitas, voltou a comandar a Fundação Nacional do Índio (Funai) para seguir o programa de extermínio dos povos indígenas brasileiros.

O general nazista está a serviço da empresa canadense “Belo Sun”, que “lidera um projeto de exploração de ouro na Amazônia, alvo de questionamento na Justiça.”  (O Estado de S. Paulo, 16/1/2019). 

O referido jornal esclarece também que “Franklimberg foi escolhido pela ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, para voltar ao comando da Funai. No ano passado, após deixar o órgão, ele foi nomeado para o Conselho Consultivo Indígena, Comunitário e Ambiental da Belo Sun.”

Ainda, o mencionado jornal, informa que até mesmo o regime golpista de Michel Temer acionou a Comissão de Ética Pública da Presidência da República contra o general nazista: 

“Franklimberg foi alvo da Comissão de Ética Pública da Presidência da República por descumprimento da quarentena de seis meses entre sua saída da Funai e entrada na Belo Sun, conforme revelou o jornal O Globo em 2018.”

Agrava-se ainda mais a situação dos povos indígenas brasileiros, já que anteriormente o presidente fascista Jair Bolsonaro passou para os assassinos ruralistas do Ministério da Agricultura, que cotidianamente massacram os camponeses pobres, a “análise” dos processos de licenciamento ambiental que afetam os povos indígenas, apontando para o extermínio dos povos indígenas brasileiros.

Assim, cumpre ao movimento operário e popular, por meio de seus partidos políticos e suas centrais sindicais, como PT, PSOL, PSTU, PCO, CUT, CTB, INTERSINCIAL, CSP-Conlutas, MST, MTST organizarem uma frente operária, visando uma greve geral por tempo indeterminado contra o regime fascista de Bolsonaro.

- Pela defesa dos povos indígenas!

- Fora o imperialismo canadense!

- Abaixo o fascismo!

- Fora todos os golpistas!

- Por uma Frente operária!

- Preparar a Greve Geral por tempo indeterminado!

14 de janeiro de 2019

Evo Morales trai e entrega Battisti aos fascistas italianos

No sábado, dia 12 de janeiro, em Santa Cruz de la Sierra, a polícia boliviana, com a colaboração da Polícia Federal nazifascista brasileira, prendeu o ex-ativista comunista Cesare Battisti e o entregou à polícia fascista italiana que imediatamente o levou para a Itália, ontem, dia 13 de janeiro.

O governo do presidente Evo Morales, da Bolívia, ao invés de conceder asilo político a Cesare Battisti para que não caísse nas mãos dos fascistas brasileiros e italianos, o traiu.  Evo participa dessa nova “Operação Condor”. Essa armação conta com a participação dos golpistas e fascistas do governo brasileiro de Jair Bolsonaro.

Evo é um traidor da classe trabalhadora e um traidor de seu povo indígena, pois colabora com o governo brasileiro de Jair Bolsonaro que está promovendo o extermínio dos povos indígenas brasileiros. Tornou-se o Gustav Noske do Altiplano, ou seja, fez o mesmo que o mandante do assassinato de Rosa Luxemburgo, a mártir do movimento operário polonês, alemão e sobretudo internacional, assassinada há exatamente 100 anos. O lugar de Evo Morales está reservado na lata de lixo da História.

A classe operária boliviana e internacional, com sua rica história, que elaborou as "Teses de Pulacayo”, o programa da revolução boliviana de 1952, que formou Conselhos Operários em 1952 e 1971, saberá punir Evo Morales e seus comparsas, assim como aos assassinos de Che Guevara, por meio de Tribunal Popular, assim como o proletariado italiano saberá vingar o assassinato do dirigente comunista Antônio Gramsci nas masmorras fascistas italianas.

A vida de Battisti corre sério risco nas masmorras fascistas do imperialismo italiano, pois já tivemos um triste precedente, quando o Supremo Tribunal Federal entregou Olga Benário aos nazistas, a Adolf Hitler. Além do que os processos que condenaram Battisti foram todos fraudulentos, a exemplo do processo impulsionado pela Operação Lava Jato contra Lula.

Agora cumpre ao movimento operário internacional aumentar a luta contra os fascistas brasileiros, italianos, israelenses e norte-americanos, bem como ao imperialismo americano e europeu, na perspectiva da revolução proletária mundial, visando a expropriação dos meios de produção, ou seja, as fábricas, as empresas, os bancos e os campos dos exploradores, para colocar fim ao capitalismo moribundo e edificar o socialismo em nível internacional, derrubando as masmorras capitalistas e imperialistas, e com isso libertar os lutadores como Cesare Battisti.

Agora a burguesia brasileira, com o chamado Grupo de Lima, e o imperialismo norte-americano estão preparando uma intervenção armada na Venezuela, para destituir o presidente Nicolás Maduro, visando impor um plano de guerra contra os pobres, semelhante ao que está em marcha no Brasil. Como dissemos, é a nova “Operação Condor”.

Assim, é fundamental a luta pela liberdade imediata de Cesare Battisti, sendo fundamental que o movimento operário e popular não só brasileiro, como internacional, façam uma campanha mundial pela libertação imediata de Cesare Battisti.

A TML conclama os partidos políticos operários e as centrais operárias do Brasil e do mundo a organizar e promover protestos e manifestações, tanto nas embaixadas e consulados bolivianos, quanto nas da Itália, de Israel e dos Estados Unidos e nos demais países da União Europeia.

- Dissolução e desmantelamento das nazifascistas Empresas de Segurança Privada, Guardas Civis, Polícias Militares e Federal!

- Dissolução e desmantelamento da Interpol!

- Pelas Liberdades democráticas!

- Liberdade para Cesare Battisti!

- Fora todos os golpistas!

- Abaixo o golpe militar!

- Abaixo o imperialismo!