28 de outubro de 2018

Nem rir, nem chorar, compreender e organizar a autodefesa

O candidato fascista à presidência da República venceu a eleição antidemocrática, fraudulenta e violenta.  

Como nos ensinou o filósofo holandês Baruch Spinoza, agora não é hora de rir, nem chorar, mas compreender, e, complementamos nós, organizar a autodefesa.

A classe trabalhadora e a maioria oprimida nacional poderá agora ser mais atacada ainda. Já perdeu os direitos da CLT, sofre com terceirização, a PEC da morte, o desemprego de quase 30 milhões  de trabalhadores. Sofre com o encarceramento em massa, com genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades, com os assassinatos de camponeses pobres no campo, com o extermínio dos povos indígenas, com as prisões dos lutadores do movimento operário e popular, etc. Também os direitos previdenciários e a aposentadoria poderão ser suprimidos.

Os marxistas-revolucionários seguem combatendo o fascismo, por que este é um instrumento do capital financeiro (basta observar que o avanço da candidatura do fascista fez a Bolsa subir e o dólar cair, pois o “mercado” aposta na superexploracão e opressão dos trabalhadores), bem  como advertem que os fascistas costumam assumir o poder de forma pacífica, como demonstram vários exemplos históricos. Isso aconteceu com Adolf Hiltler na Alemanha, em 1933, quando foi nomeado chanceler, primeiro ministro, pelo presidente alemão Paul von Hindenburg, sendo que depois aconteceu outras vezes, como aqui perto, do nosso lado, no Chile, em 1973, quando o general fascista Augusto Pinochet foi nomeado comandante do Exército por Salvador Allende. Ou seja, eles vão assumindo “pacificamente”, como quem não quer nada, e depois passam a promover a barbárie, como a História tem demonstrado, como poderá acontecer com o Brasil.

Mas nem tudo está perdido, como nos ensinou Leon Trotsky  “As classes nunca consentem em perder sua riqueza, seu poder e sua honra para o jogo do parlamentarismo democrático. Elas sempre resolvem a questão seriamente.” (Leon Trotsky, “Entre o Imperialismo e a Revolução”, 1922).

Temos de aprender a lição: a política reformista de conciliação e colaboração de classes das direções atuais do movimento operário e popular somente aplaina o terreno para a reação.  O capitalismo não dá para ser reformado. As mínimas reformas conseguidas, logo poderão ser retiradas. A época imperialista é a da reação em toda linha. A emancipação dos trabalhadores somente se dará através da revolução proletária com a instauração de um governo operário e camponês, rumo ao socialismo.

Assim sendo, nós marxistas-revolucionários acreditamos que, antes, durante e depois das eleições, para enfrentar de maneira realista a situação, há que centrar as massas em si mesmas, em sua auto-organização (chamar à criação e centralização em comitês de autodefesa nas fábricas, nas empresas, bairros, favelas, no campo, nas escolas, nas universidades...), porém sem esquecer nunca das organizações operárias que já existem como a CUT, a CTB, a CSP-Conlutas, e as demais centrais e sindicatos, o PT, PSOL, PSTU, PCdoB, PCB e PCO que devem ser obrigados a preparar – em frente única de classe – essa autodefesa, que é de vida ou morte.

27 de outubro de 2018

Sindicalista colaboradora da TML recebe homenagem na Câmara de São Bernardo

A nossa camarada, Dra. Simone Bazilevski, cirurgiã-dentista aposentada, foi homenageada no Dia do Funcionário Público, em razão de sua trajetória de lutas no sentido da independência de nossa classe, juntamente com outros companheiros, em sessão solene na Câmara Municipal de São Bernardo do Campo, por iniciativa da atual gestão do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de São Bernardo do Campo, presidido por José Rubem, sendo que a referida sessão foi presidida pelo vereador Antônio Carlos da Silva, o Toninho da Lanchonete, do Partido dos Trabalhadores.

Simone é cirurgiã-dentista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC de Campinas), tendo trabalhado a partir do início da década de 80 do Século passado no Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e do Mobiliário de São Bernardo do Campo, no Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários do Grande ABC, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e durante aproximadamente 30 anos na Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo, onde se aposentou em 2016.

Além disso, a camarada foi dirigente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Bernardo do Campo,  na gestão 95/97, exercendo o cargo de Diretora de Saúde. Depois, em razão de vacância na diretoria do SINDSERV, foi eleita pelos servidores, em Assembleia Geral Extraordinária, em 14 de outubro de 2016, para a presidência da Junta Governativa com o encargo de organizar as novas eleições da entidade sindical, conduzindo os trabalhos de forma exemplar, assegurando a manutenção da independência política do SINDSERV.

Em 1996, foi candidata ao cargo de vereadora da cidade, pelo PT. Atualmente, está afastada da Odontologia por problemas de saúde devido ao longo período em que exerceu a profissão, todavia tornou-se artesã e segue sua atividade política, colaborando com a TML, da qual é simpatizante.

13 de outubro de 2018

Saiu a segunda edição do jornal Revolução Permanente, publicação da TML

No dia 10 de outubro foi publicado o Jornal da TML, formato 23 X 38 cm, com tiragem de 6.000 exemplares, com a manchete de ABAIXO O FASCISMO E FORA GOLPISTAS e AGORA É HADDAD E MANU! LULA LIVRE!

O Editorial do Jornal aborda a questão da luta pela Internacional, sendo que os demais artigos abordam: o apoio crítico da TML à coligação de do PT/PCdoB, a necessidade de trabalho nos sindicatos, um artigo sobre o incêndio no Museu Nacional, um artigo teórico contra as frentes de colaboração de classes com a burguesia, outro internacional sobre a condenação do militante trotskista turco Kadir Çinar por “delito” de opinião e outro sobre “A crise argentina atinge a Volks em São Bernardo do Campo”.

Os exemplares podem ser adquiridos junto aos militantes da TML ou solicitados tml.revolucaopermanente@gmail.com para serem entregues pelo correio.