31 de março de 2018

Polícia americana assassina jovem negro na Califórnia

A polícia americana assassinou um jovem negro, no dia  18 de março, de forma covarde pelas costas, Stephon Clark, de apenas 22 anos, em Sacramento, na Califórnia.

“Um autópsia confirmou ontem que a polícia executou um negro desarmado em Sacramento, na Califórnia, na semana passada. Stephon Clark, de 22 anos, foi morto com oito tiros nas costas e na perna. Benjamin Crump, advogado da família Clark, disse que a autopsia contradiz as afirmações da polícia de que o homem estava avançando na direção dos policiais quando eles dispararam. ‘Stephon não era uma ameaça à polícia e foi massacrado, foi outro assassinato policial sem sentido’, disse.” (O Estado de S. Paulo, 31 de março).

O assassinato de Stephon pela polícia provocou protestos:

“A morte provocou protestos. Na sexta-feira passada, manifestantes cercaram uma viatura da polícia, chutaram e subiram no veículo de acordo com a imprensa local.” (Portal do Jornal do Brasil, 27/3).

A polícia americana, a exemplo da brasileira, sistematicamente vem promovendo uma verdadeiro genocídio contra a população pobre e negra, tendo assinado recentemente Anthony Lamar Smith, Terecence Crutcherr, em Tulsa, Oklahoma, Keith  Lamon Scott, em Charlotte, na Carolina do Norte.

Inclusive, em 7 de julho de 2016, houve um protesto em Dallas, onde Micah Xavier Johnson, um soldado do exército, um veterano de guerra, um ex-militar, indignado, em represália, matou 5 cinco policiais brancos, e depois foi morto pela polícia. 

Os EEUU é um país racista. Como disse Malcolm X, não existe capitalismo sem racismo. É necessário acabar com o capitalismo, com o imperialismo americano, para que consigamos por fim ao racismo. Não conseguimos mais respirar! Enquanto não fizermos isso, mais jovens negros morrerão como em Ferguson, Baltimore , Tulsa, Oklahoma, Charlotte, St. Louis e nas diversas cidades norte-americanas.

A polícia americana é semelhante às SS nazistas, à gestapo.

Os trabalhadores americanos negros e brancos precisam, nesta conjuntura, com os ataques nazifascistas da polícia americana, discutir e organizar grupos de autodefesa. O Socialist Workers Party (Partido Socialista dos Trabalhadores) dos Estados Unidos, no final dos anos 1930, numa conjuntura semelhante a que vivemos hoje, discutiu com Trotsky a formação de grupos de autodefesa. Trotsky ensinou que:

“As palavras de ordem do Partido devem ser lançadas lá onde possuímos simpatizantes e operários que nos defenderão. Mas um partido não pode criar uma organização de defesa independente. A tarefa consiste em criar esses organismos nos sindicatos. Devemos possuir grupos de camaradas bem disciplinados, com dirigentes prudentes...”

Os operários e trabalhadores americanos brancos e negros devem, a partir de suas entidades sindicais e populares, organizar grupos de autodefesa, as milícias operárias e populares, espalhando-as pelas cidades americanas, visando à dissolução da polícia SS racista e nazista americana.

É a mesma luta do Brasil contra o genocídio dos jovens pobres e negros das periferias das cidades, perpetrado pela Polícia Militar, que, apenas no Rio de Janeiro e São Paulo, assassinam mais de 2.000 pessoas por ano. No Estado de São Paulo, a PM está armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

As classes trabalhadoras norte-americana e a brasileira precisam organizar o seu partido operário marxista revolucionário e a Internacional operária e revolucionária para lutar pela Revolução Socialista Americana e Mundial, as quais colocarão na ordem do dia a a destruição do aparato repressivo, isto é, dissolução da polícia SS nazista das cidades americanas e das PMs brasileiras, da Força Nacional, das polícias federal e estaduais e das guardas civis,  assim como das forças de intervenção militar, dando um impulso a derrubada do capitalismo nas Américas e em nível mundial.

28 de março de 2018

Organizar comitês de autodefesa a partir dos sindicatos

A situação da luta de classes no Brasil está se acirrando cada vez mais, a começar pelo Rio de Janeiro com a intervenção militar, sendo que na madrugada do dia 24 de março oito pessoas foram mortas na Favela da Rocinha e,  no dia seguinte, cinco pessoas foram assassinadas na região metropolitana, na cidade de Maricá,  isto é, apenas no final de semana passado ocorreram duas chacinas com 13 mortos.

Ao que parece, o objetivo da intervenção militar é consumar o mais rápido possível o genocídio da população pobre e negra do Rio de Janeiro, o segundo maior Estado da Federação brasileira, servindo de “laboratório” para que seja estendida para os demais Estados. 

A Caravana de Lula pelo sul do País está sendo atacada a tiros por bandos de fascistas de latifundiários com a conivência da polícia, para dizer o mínimo, com forte suspeita de que até estejam participando e impulsionando os ataques.

Paralelamente, os trabalhadores têm realizado manifestações e greves, como os funcionários dos Correios contra a privatização e os professores da rede municipal da capital de São Paulo, que obtiveram uma grande vitória contra a tentativa do prefeito fascista tucano do PSDB, João Dória, de aumentar alíquota da contribuição dos servidores de 11% para 14%, fazendo fracassar a “Reforma da Previdência” do golpista.

O acirramento da luta de classes é reflexo, de um lado, do agravamento da crise econômica, das falências, do aumento do subemprego e do desemprego,  da carestia, e do aumento da miséria das massas, e, de outro, da resistência dos trabalhadores que têm enfrentado o governo golpista de Michel Temer e dos militares, principalmente no que tange aos ataques à Previdência Social e às tentativas de privatizações, como no caso dos Correios, assim como com relação ao extermínio da população pobre e negra das periferias das cidades. Mesmo a Caravana de Lula, que expressa apenas a sua política eleitoralista de conciliação e colaboração de classes, concretamente, objetivamente, tem sido mais um elemento de agravamento da crise do governo golpista civil-militar, o qual responde, por intermédio dos latifundiários e bandos fascistas, com atentados à bala. Foram quatro tiros contra dois dos três ônibus  da Caravana de Lula. 

Assim sendo, nós trabalhadores precisamos nos preparar e organizar cada vez mais, para resistirmos aos bandos fascistas, evitando que aconteça no Brasil, o que aconteceu na Itália dos anos 20 e Alemanha dos anos 30 do Século passado, com a ascensão de Benito Mussolini e Adolf Hitler, respectivamente. Já passou da hora dos trabalhadores formarem comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, bem como convocarem um Congresso de base da classe trabalhadores em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados, para organizar a resistência ao golpe militar e seus bandos nazi-fascistas.

25 de março de 2018

Intervenção militar provoca um banho de sangue no Rio de Janeiro

A situação no Rio de Janeiro está cada vez mais dramática com a intervenção militar, sendo que na madrugada do ontem 8 pessoas foram mortas na Favela da Rocinha e hoje 5 pessoas foram assassinadas na cidade de Maricá, isto é, apenas neste final de semana ocorreram 2 chacinas com 13 mortos, com enorme suspeita de que tenha sido praticadas pelas forças da repressão dos golpistas.

Ao que parece, o objetivo da intervenção militar é consumar o mais rápido possível o genocídio da população pobre e negra do Rio de Janeiro, o segundo maior Estado da Federação brasileira, servindo de “laboratório” para que seja estendida para os demais Estados. 

Assim, já passou da hora dos trabalhadores formarem comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, bem como convocarem um Congresso de base da classe trabalhadores em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados, para organizar a resistência ao golpe militar.

Além disso, fazemos um apelo aos camaradas e companheiros do exterior e dos povos de todos os países que façam uma campanha internacional contra a intervenção militar e os golpistas brasileiros e contra o genocídio do povo pobre e negro do Rio de Janeiro e do Brasil.

24 de março de 2018

Resistência aos militares golpistas aprofunda a crise do regime e racha o Supremo

A entrada em cena dos militares, com a intervenção no Rio de Janeiro, aprofundou a crise do regime golpista, em razão  da enorme resistência da população aos ataques, atrocidades e assassinatos do Exército da população pobre e negra do Rio de Janeiro (praticamente todos os dias estão ocorrendo assassinatos no Rio de Janeiro, com pessoas morrendo com “balas perdidas”), amplificada com a revolta contra o assassinato pelas forças da repressão da vereadora do PSOL Marielle Franco, que provocou gigantescos protestos pelo Brasil inteiro.

Ainda, apesar da política de conciliação e colaboração de classes do Partido dos Trabalhadores (PT), a Caravana de Lula contra a sua prisão e em defesa do direito de se candidatar à presidência da República, tem sido mais uma ingrediente da crise do regime golpista civil-militar brasileiro. 

Assustado, o Supremo Tribunal Federal, que juntamente com o Ministério Público Federal, vinha sendo a ponta de lança do golpe, acabou rachando ao meio, na votação relativa ao habeas corpus impetrado pela defesa de Lula contra a sua condenação pela Justiça Federal, orquestrada pela operação Lava Jato, concebida pelo imperialismo norte-americano, por meio do Departamento do Estado, CIA, FBI, embaixada e consulados. Inclusive, a defesa de Lula juntou aos autos do processo provas dessa “colaboração”.  Por maioria, o Supremo Tribunal Federal concedeu liminar (decisão provisória) no habeas corpus impetrado pelos advogados de Lula até o julgamento final do mérito no dia 4 de abril vindouro.

Essa divisão do Supremo é resultado do impasse das frações burguesas e do imperialismo frente à resistência das massas (inclusive diversas universidades e faculdades brasileiras estão colocando em sua grade curricular a disciplina: O golpe de estado de 2016), que começam a sacudir o regime golpista, isto é, a resistência das massas ameaça fugir do controle, podendo levá-lo ao colapso.

Além disso tudo, outro ingrediente explosivo que está por trás da crise política superestrutural é o agravamento da crise econômica, com a “Reforma da Previdência” patinando, até o momento os golpistas não conseguiram aprová-la (apesar de continuarem com esse objetivo), o que motivou a pressão do imperialismo através de suas “agências de risco” S&P e Fitch, que rebaixaram a nota do Brasil.

A alternativa operária: convocar um Congresso de base da classe trabalhadora

A classe operária precisa impulsionar a convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados da federação, para organizar a luta da resistência contra o golpe militar, contra o desemprego, pela anulação da “Reforma Trabalhista” e contra a “Reforma da Previdência” e pelas liberdades democráticas.

Simultaneamente, é fundamental que o movimento operário e popular organize comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos operários, de trabalhadores, de camponeses pobres e das organizações estudantis.

15 de março de 2018

Grande suspeita de que militares assassinaram vereadora do PSOL no Rio de Janeiro

A vereadora do PSOL, Marielle Franco, foi assassinada ontem, no Estácio, área central do Rio de Janeiro, com 9 tiros. O seu motorista, Anderson Pedro, também foi executado.

A vereadora do PSOL no final de semana havia denunciado a Polícia Militar, que havia assassinado um jovem negro que tinha acabado de sair de uma Igreja na favela do Acari.

Esses são os primeiros resultados do golpe militar que avança no Brasil, depois da intervenção militar decretada pelo golpista Michel Temer.

Assim, já passou da hora dos trabalhadores formarem comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, bem como convocarem um Congresso de base da classe trabalhadora em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados, para organizar a resistência ao golpe militar.

MARIELLE FRANCO, PRESENTE!

10 de março de 2018

Liga Árabe é condenada por assediar e humilhar copeira. Fora o Embaixador fascista do Brasil!

A Liga Árabe, que representa 22 países, foi condenada em segunda instância, pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (Brasília), confirmando a sentença de primeira instância, que havia determinado a indenização de 200 mil reais, devido o Embaixador da mesma, de origem argelina, ter assediado moralmente e humilhado a copeira brasileira.

O Sindicato dos Trabalhadores em Embaixadas (Sindnações) exigiu do Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, que considerasse o Embaixador “persona non grata”. Logicamente, os golpistas covardes, traidores de seu próprio povo, não se pronunciaram.

A TLM tem participado da luta do povo palestino por sua emancipação e do povo Sírio (árabe de forma geral) contra o imperialismo norte-americano e o Estado terrorista e sionista de Israel, motivo pelo qual, com tristeza, vem exigir que a Liga Árabe suma com esse Embaixador fascista de nosso território o mais breve possível, porque com fascistas não contemporizamos e nem temos complacência. 

TENDÊNCIA MARXISTA-LENINISTA

8 de março de 2018

Mulheres trabalhadoras de todos os países, de pé contra a opressão e a exploração!


Desde que a sociedade humana foi dividida em classes sociais, ela já era patriarcal: os homens maduros dominam as mulheres e os jovens. Desde que o capitalismo surgiu, as mulheres trabalhadoras são, de maneira global, mais exploradas do que os homens. Além do mais, mesmo onde elas conquistaram a igualdade jurídica, as mulheres das classes exploradas fornecem sempre a parte essencial do trabalho doméstico e familiar não remunerado.

Por todos os lados os “crimes para salvar a honra’, o assédio sexual e a violação têm por alvo principal as mulheres. A metade das mulheres assassinadas no mundo são vítimas de um de seus próximos. A decomposição mafiosa ( como no México) e as guerras reacionárias (como na Síria, no Iraque, no Sudão, no Afeganistão...) dão particularmente a prova. As vítimas da prostituição forçada são em 80% mulheres (entre 400 000 e 1,6 milhão de moças e de mulheres todos os anos. Há mocinhas que têm que se casar contra a sua vontade ou que sofrem mutilações sexuais (entre 100 e 140 milhões de mulheres no mundo foram vítimas de excisão ou de infibulação.

O ataque sistemático contra os serviços públicos, levado a cabo por todos os governos desde as épocas das crises capitalistas mundiais de 1973 e de 2009, afeta-as diretamente. O aumento do clericalismo sob todas as suas formas (cristão, muçulmano, hindu, budista...) reforça a opressão. Certos países são palco de regressão: assim Erdogan na Turquia desencoraja seu povo à contracepção e ao aborto, Trump não aprova o aborto, e isso no mundo inteiro, Putin retira a pena dos maridos violentos na Rússia...

As mulheres sempre foram um dos componentes do assalariado apesar da hostilidade de todos os cleros. Nos países avançados elas representam a metade dos trabalhadores assalariados. Mas a repartição delas nos trabalhos continua desigual em função dos ramos e dos ofícios. Elas continuam pior remuneradas que os homens e são , de maneira particular, vítimas de precariedade, de ter um tempo parcial e, inclusive, do desemprego. Elas realizam, não sem dificuldade, o essencial das tarefas domésticas no interior de suas famílias.

Da mesma forma que a luta contra a opressão nacional não pode ser deixada aos nacionalismos burgueses e pequeno burgueses, a luta contra a opressão de gênero não pode ser deixada por conta do feminismo burguês e pequeno burguês, seja ele o que opõe as mulheres aos homens de maneira reacionária , seja o que se limita a exigir mais vagas de dirigentes políticos ou de “managers” de empresa femininos capitalistas. Assim a campanha “metoo” tinha como ponto de partida a denúncia legítima de violações de atrizes por um produtor de cinema. Certas pessoas utilizaram a campanha para reanimar uma moral conservadora que assimila à violência toda proposta sexual fora do casamento. Outro desvio da ação dessa campanha consiste em apresentar um punhado de capitalistas que abusam de sua riqueza e de seu poder, como representativos de todos os homens.

O dia 8 de março é o resultado de uma chamada da Internacional operária (1889-1914) e em particular da atividade de Clara Zetkin, marxista, revolucionária, internacionalista. A revolução russa (1917) deu o direito de voto às mulheres, legalizou o aborto, assegurou a educação das meninas e moças, facilitou a extensão do direito de voto a outros países (na Grã Bretanha, na Alemanha...). A revolução espanhola (1936) fez mais pela emancipação das mulheres que todos os partidos republicanos anteriormente. De maneira oposta, as contrarrevoçuções (fascismo na Itália, stalinismo na URSS, nazismo na Alemanha, teocracia no Irã... significaram a humilhação das mulheres e um salto para atrás .

Hoje, por todos lados, as mulheres trabalhadoras se levantam: elas ocupam a primeira fila das lutas contra a opressão da qual são vítimas (como as manifestantes iranianas, polonesas, americanas...), elas participam da luta contra a opressão nacional e a xenofobia (como as combatentes curdas, as militantes imigradas, aquelas que apoiam os migrantes...) e participam da luta contra a exploração (como as militantes sindicais de base do Bangladesh e de todos os países).

O capitalismo é incapaz de assegurar a igualdade real entre os sexos, pois a burguesia utiliza o patriarcado para dividir os oprimidos e para beneficiar-se indiretamente do trabalho doméstico gratuito das mulheres.

A luta pela emancipação das mulheres deve ser um assunto do movimento operário. As organizações sindicais e os partidos oriundos das trabalhadoras e dos trabalhadores têm  responsabilidade de combater o machismo em sua essência e na sociedade e de tomar a dianteira da luta da mulheres pela sua emancipação. Somente a construção do socialismo mundial permitirá extirpar definitivamente o machismo.

Igualdade jurídica total entre homens e mulheres!

Separação das religiões e do Estado! Ensino misto e laico!

Igualdade de salário! Criação massiva de estruturas gratuitas e de qualidade para acolher e para educar (instruir) as crianças muito pequenas !

Contracepção livre e gratuita! Direito e gratuidade total de aborto, inclusive para as menores de idade!

Coletivo Revolução Permanente (CoReP) 

IKC (Estado Espanhol)

PD (Turquia)

TML (Brasil)

1 de março de 2018

General no Ministério da Defesa: avança o golpe militar no Brasil

O golpista Michel Temer nomeou o general Joaquim Silva e Luna para o Ministério da Defesa num claro sinal do avanço do golpe militar no Brasil.

O renegado Raul Jungmann, traidor da classe trabalhadora, passou para o recém criado ministério da Segurança Pública, ou seja, passou a ser o chefe de polícia.

Até o ultrarreacionário O Estado de S. Paulo viu nisso um retrocesso institucional, conforme o título de seu editorial de ontem, dia 28/2:

“O cerne da questão está no fato de que a natureza do cargo de ministro de Estado é política. Por isso, é um equívoco nomear um militar para a chefia do Ministério da Defesa.”

Antes do general Joaquim Silva e Luna assumir o Ministério da Defesa, o general Sérgio Westphalen Etchegoyen, ministro da Segurança Institucional, já estava assumindo grande poder no seio do governo golpista, sendo que agora, com a intervenção militar no Rio de Janeiro, em razão da população estar rebelada devido ao desmoronamento do Estado burguês fluminense, os militares estão se assenhoreando do poder.

Assim aconteceu com Adolf Hiltler na Alemanha em 1933, quando foi nomeado chanceler, primeiro ministro, pelo presidente alemão Paul von Hindenburg, e com Augusto Pinochet, em 1973 no Chile, quando foi nomeado comandante do Exército por Salvador Allende. Ou seja, eles vão assumindo “pacificamente”, como quem não quer nada, e depois fazem todo tipo de barbaridade, como a História tem demonstrado. 

É bom lembrarmos algumas “proezas” do Exército desde o ano passado, quando há praticamente um ano, matou a tiros de fuzil, na cabeça, um adolescente de 17 anos, na Grande Vitória, em Cariacica, no Estado do Espírito Santo, na madrugada do dia 10/2, por volta da 1 hora da madrugada. A família encontrou  6 balas de fuzis, sendo que 2 foram levadas pelos militares facínoras e assassinos.

“Quando o Exército viu que a família dele correu pra rua gritando, que era menino de família, eles subiram no carro e forma embora,  afirmou Tatiana” (prima do adolescente assassinado, ao Portal G1, hoje 11/02/2017).

O menino estudava na 6 série, na Escola Estadual Eulália Moreira, portanto era estudante secundarista, e trabalhava com os irmãos de 21 e 14 anos vendendo mel na feira, morando com os mesmos e com o pai portador de doença degenerativa.

Como sempre, os militares facínoras e covardes alegaram “confronto” e a polícia também genocida do povo pobre e negro sempre elabora Boletins de Ocorrência de “resistência”.

Recentemente, a ditadura golpista de Michel Temer armou uma grave provocação, dirigida pelo ministro golpista da Justiça (acusado de cometer plágio de obras jurídicas nacionais e estrangeiras de forma recorrente, e agora indicado para o Supremo Tribunal Federal também golpista), com a participação ativa do Exército e da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que mata mais de 500 pessoas pobres e negras por ano, armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

Os golpistas infiltraram o capitão do Exército Willian Pina Botelho entre os manifestantes antes da manifestação dos 100 mil na Paulista, no domingo passado, dia 4/9. O agente provocador apresentou-se em uma rede social como o codinome de Balta. Aí armou a provocação entregando para a Polícia Militar 26 manifestantes, os quais foram presos antes da manifestação. Todavia, no dia seguinte um Juiz  libertou imediatamente os manifestantes em razão da ausência de provas. Essa a atuação do juiz é uma exceção, porque de forma geral o poder judiciário vem participando ativamente do golpe. É uma exceção que confirma a regra. Logo em seguida o provocador foi desmascarado, sendo revelada a sua verdadeira identidade de capitão do Exército.   

Desde o ano passado, os golpistas seguem encarcerando e massacrando a população pobre e negra do Brasil, pois praticamente perdemos 200 pessoas assassinadas pelos golpistas nos presídios do nordeste brasileiro (os presos brasileiros são na sua maioria jovens negros e pobres, trabalhadores empurrados para situação desesperada de miséria e desemprego)  e nas ruas de Vitória, no Estado do Espírito Santo, sem falar do genocídio nas periferias das cidades brasileiras contra o povo pobre. O Brasil tem a terceira população carcerária do mundo, com aproximadamente 700.000 presos.

O Exército, como nos ensinou o falecido médico, historiador e dirigente do Partido Comunista Brasileiro, Leôncio Basbaum, em sua obra “História Sincera da República, de 1961 a 1967”, pág. 121, Editora Alfa-Omega, 1977:

“Até há poucos anos, a segurança nacional era antes de tudo a segurança da pátria contra um possível inimigo externo. As manobras militares imaginam um inimigo vindo do exterior, por mar ou por terra e toda a estratégia de defesa era então revista, pelo menos teoricamente. Era uma estratégia defensiva. Mas nestes últimos anos, sobretudo depois que as personalidades civis e militares norte-americanas começaram a fazer conferência na ESG (Escola Superior de Guerra – Nota da TML), o conceito de “segurança nacional” se refere sobretudo a um inimigo interno”.

Essa é a doutrina da “Segurança Nacional”, elaborada pelo General Golbery do Couto e Silva, do “Grupo da Sorbonne” a dita “inteligentsia” do Exército, teoria essa baseada no nazista Hermann Goering, que trata o povo brasileiro como inimigo interno.

Constata-se, pois, que as forças da repressão voltaram a agir na ditadura de 2016, como na época da ditadura de 1964, o que mostra a gravidade da situação política que estamos vivendo.

Os militares  começaram as provocações por meio do III Exército do Sul, atacando a ex-presidente Dilma Rousseff saudando um notório torturador da ditadura militar de 1964. Na ocasião o General golpista foi afastado.

Depois, seguiram dizendo que estavam de prontidão, passando agir abertamente depois da burguesia nacional e do imperialismo norte-americano de 2016, com o pretexto das Olímpíadas vem se agravando e crescendo a intervenção militar com a barbárie dos presídios, com a explosão da violência urbana com os motins das polícias militares golpistas.

Como constou do Blog da Liga Bolchevique Internacionalista, em seu manifesto contra a intervenção militar no Rio de Janeiro:

“(...) os Marxistas Revelucionários da LBI defendem em alto e bom som: “Abaixo a intervenção militar no Rio de Janeiro, fora as tropas do Exército das ruas!”. A classe trabalhadora e o povo pobre não pode continuar indefeso contra a violência organizada do Estado capitalista e seus bandos mafiosos. Precisa organizar comitês de autodefesa pela expulsão do aparato repressivo das favelas, pela destruição das polícias e contra a intervenção das FFAA no Rio de Janeiro. Para Trotsky, “inclusive as frações mais avançadas (do exército) não passarão aberta e ativamente para o lado do proletariado até que vejam com seus próprios olhos que os operários querem lutar e são capazes de vencer (“Aonde vai a França?”). Ou seja, a unidade do proletariado mesmo com os setores mais avançados do exército só se dará em situações pré-revolucionárias. No caso específico do Exército, defendemos um programa de reivindicações transitórias destinadas aos soldados e cabos, a fim de que rompam com a hierarquia militar subordinando-se a uma clara estratégia de destruição revolucionária do aparato repressivo do Estado burguês (difusão de imprensa política nos quartéis, direito a sindicalização, formação de sindicatos vermelhos, etc.). Frente a intervenção militar defendemos a unidade dos trabalhadores da cidade e do campo pela via da construção de Greve Geral que se inicie pela mobilizações das bases operárias e populares neste dia 19 de Fevereiro, tendo como eixo o fim imediato da intervenção militar. Estrategicamente é necessário expropriar a burguesia para que sobre os escombros desse Estado burguês corrupto e assassino se construa um poder de novo tipo, capaz de erguer um modo de produção social que garanta condições dignas de vida para o conjunto dos que trabalham e não que sirva para acumular capital a fim de engordar os bolsos de um punhado de parasitas mafiosos!” 

Nós da TML, fazemos um apelo aos camaradas e companheiros que estão no exterior, que inclusive estão fazendo manifestações contra o golpe em todos os países da Europa, o que impulsionou uma grande reunião recentemente em Amsterdã, na Holanda, e aqueles que estão fazendo manifestação nos Estados Unidos, assim como as organizações internacionalistas que denunciem agora o golpe militar.

Assim, é fundamental que o movimento operário e popular convoque um Congresso de base da classe trabalhadora em São Paulo, com delegados eleitos democraticamente nos Estados, como embrião de poder operário e popular, bem como organize comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos operários, de trabalhadores, de camponeses pobres e das organizações estudantis, com a perspectiva do armamento do proletariado para fazer frente à guerra civil que se avizinha.