27 de maio de 2018

Defender a Petrobrás contra os golpistas: todo apoio à greve dos petroleiros

© foto: FUP

A greve dos caminhoneiros autônomos, combinada com o locaute patronal, isto é, a paralisação dos empresários do setor de transportes, colocaram em xeque a política golpista de privatização da Petrobras e jogou o governo golpistas nas cordas.

A situação para o golpista Temer e seu governo deve se agravar com a greve do petroleiros, anunciada para quarta-feira, dia 30 de maio.

Constatamos que reina no movimento operário e popular uma enorme confusão no momento, com setores se colocando abertamente contra a greve dos caminhoneiros e contra o locaute patronal, isto é, dos donos de empresas de transportes, como alguns setores do PT, enquanto outros setores apoiam entusiasticamente a paralisação.

O importante do ponto de vista marxista revolucionário é fazer uma análise concreta da situação concreta, como nos ensinou Vladimir Lênin. Ou seja, fazer uma análise materialista dialética o mais precisa possível, aproximando o máximo possível da situação concreta. E caso cometamos erros, é preciso ter a humildade para fazer autocrítica completa, indo até às raízes dos equívocos. Por isso manifestam uma posição sectária aqueles que se arvoram os donos da verdade.

Assim sendo, para esse intento, devemos abordar os pontos em questão.

Primeiramente, com relação aos caminhoneiros autônomos, detentores da propriedade de seu caminhão, é importante ressaltar que se trata de uma categoria ligada à classe média, à pequena- burguesia, que historicamente oscila entre seguir a burguesia ou ao proletariado, estas as principais classes antagônicas da nossa sociedade capitalista atual. Portanto, os revolucionários devem travar uma luta para ganhar essa categoria para o lado do proletariado, para o lado da revolução. Isso ocorre também com o campesinato pobre, que em todas as revoluções o proletariado luta para estabelecer uma aliança com os mesmos. Por que se mobilizaram? A razão é que não têm mais condições de continuar operando com a elevação do preço do óleo diesel, com essa política do regime golpista de privatização da Petrobras, política esse que inviabiliza o País, daí a força da paralisação do movimento. Ou seja, essa política do governo Temer é suicida até do ponto de vista capitalista.  Isso é resultado de ter colocado na presidência da Petrobras, um agente da rapina imperialista, do capital financeiro, dos rentistas, ligado às petroleiras estrangeiras como a americana Chevron e a britânica Shell. Com a política de Pedro Parente, presidente da Petrobras, de atrelar o preço dos combustíveis ao mercado internacional, com a crise global do capitalismo, os preços dispararam. A gasolina, por exemplo, de R$ 2,30, governos Lula e Dilma, passou para quase R$ 4,00, com tendência de passar dos R$ 5,00 e chegar a R$ 10,00 no regime golpista. O gás de cozinha passou de R$ 40,00 para R$ 80,00, sendo que as pessoas estão passando a usar fogão à lenha...

Já com relação às empresas de transportes, é preciso entender que elas, da mesma forma que os caminhoneiros autônomos, estão sem condições de continuar operando, e objetivamente se chocam com a política golpista. É importante frisar isso. Esse setor empresarial realmente apoiou o golpe contra Dilma Rousseff, não há como não reconhecer esse fato, todavia, mesmo não querendo, esse setor empresarial está em choque com a política do regime golpista de Michel Temer, defendendo o fim de impostos como o Cide e outros. Embora os marxistas revolucionários sejamos contra frentes de longo prazo, estratégicas, com a burguesia, como as “frentes populares”, na verdade frentes populistas, entendemos que há possibilidade de ações comuns, com determinados setores da burguesia, como o setor de transporte no caso desta paralisação, ação comuns concretas contra a política de preços e privatização da Petrobras.

Cumpre ressaltar ainda que o imperialismo impôs o transporte rodoviário, por meio da indústria automobilística e de pneus, boicotando a construção e a operação de ferroviais, hidrovias e dutos.

O agravamento da crise do regime golpista é fruto de sua política pró-imperialista, de beneficiar os grandes monopólios financeiros e industriais estrangeiros, os grandes bancos e as grandes empresas multinacionais ou transnacionais, em razão da decadência do capitalismo,  da política de rapina contra os povos, de recolonização das colônias e semi-colônias, como o Brasil, com o objetivo de ainda mais escravidão. Por isso o desmantelamento e privatização das estatais, a destruição do parque produtivo, o fechamento de fábricas, o desemprego, o aumento da jornada de trabalho, o aumento do trabalho escravo, o extermínio e o encarceramento massivo da população pobre e negra das periferias das cidades e dos povos indígenas, a aprovação da “Reforma Trabalhista” que retirou os direitos dos trabalhadores, a tentativa de aprovação da “Reforma da Previdência” para acabar com a aposentadoria e o fim dos direitos previdenciários e muitas outras mazelas do capitalismo brasileiro.

Os golpistas estão desmantelando a Petrobras a serviço da Chevron e da Shell, dos Estados Unidos, da Inglaterra, principalmente. Venderam plataformas a preço de banana. Estão desmanchando as refinarias, para que o Brasil venda, exporte, óleo cru como “commodities”, para passar a comprar, importar petróleo refinado a custo altíssimo!  É uma política suicida, que inviabiliza o País, até do ponto de vista capitalista, pois este necessita fazer circular as mercadorias e os golpistas estão conseguindo travar essa circulação. Então, esses golpistas são tão atrasados e malucos que estão fazendo o País retroceder ao feudalismo. Não são 20 em dois anos, é retrocesso de 200 anos em 2! Levaremos décadas para nos recuperar dos prejuízos causados pelos golpistas em 2 anos! Neste momento, é fundamental colocar a reivindicação de congelamento dos preços dos combustíveis nos valores anteriores ao golpe!

Outra confusão demonstrada durante a atual crise, foi a comparação desta paralisação no Brasil, com o locaute dos caminhoneiros contra o governo de Salvador Allende. Esta comparação por si só é absurda, pois o governo popular e menchevique de Allende, não pode ser comparado com o governo burguês pró-imperialista e golpista de Michel Temer, e nem a política de Allende com a de Michel Temer. Além disso, é preciso denunciar que um setor da direção do PT, “virou a página do golpe”, se integrou e apoia o regime golpista de Michel Temer e, sistematicamente, coloca-se contra qualquer e toda mobilização e greve contra os golpistas.

Nós marxistas revolucionários apoiamos a mobilização e a paralisação, fazendo frente única objetivamente com os caminhoneiros autônomos e o setor de transporte contra a política de preços e de privatização da Petrobrás, bem como conclamamos aos trabalhadores a apoiarem e se solidalizarem com a greve dos petroleiros anunciada para quarta-feira, dia 30.

- Congelamento dos preços dos combustíveis nos valores anteriores ao golpe!

- Todo apoio à greve dos caminhoneiros!

- Não à privatização da Petrobras!

- Todo apoio à greve dos petroleiros!

- Fora Pedro Parente!

- Fora Michel Temer!

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