terça-feira, 7 de junho de 2016

As prisões de Janot: o verdadeiro objetivo é prender Lula e Dilma

A imprensa está noticiando hoje que o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, requereu ao Supremo Tribunal Federal, as prisões do ex-presidente José Sarney, do presidente do Senando, Renan Calheiros, do senador e ex-ministro do planejamento do ditador Temer, Romero Jucá, e do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Aparentemente, seria uma medida louvável do Ministério Público Federal, em termos jurídicos, não fosse uma manobra política dos golpistas.

O verdadeiro objetivo da manobra é aquele de “entregar os anéis para não perder os dedos”, ou seja, o Ministério Público Federal finge que “prende” os golpistas Sarney, Renan, Jucá e Cunha (logicamente com tornozeleira, porque ninguém é de ferro e outras comodidades e confortos!) e logo se lança à caça de Lula e Dilma e demais dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT), que são os alvos da farsa da “Operação Lava Jato.”

Lula, que não é bobo, já falou em não concorrer em 2018, pensando que é só com isso que os golpistas estão preocupados, mas ledo engano: o que os golpistas querem é prender Lula e Dilma e os demais dirigentes do PT e depois seguir perseguindo o movimento operário e popular, os sindicatos, etc. etc., para aplicarem o programa do imperialismo norte-americano e da burguesia entreguista, apresentado pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), “Uma ponte para o futuro”, uma verdadeira guerra civil contra a população, retirando os direitos trabalhistas e os programas sociais, recolonizando o País e escravizando o povo.

O universo dos golpistas está mais do que claro: a imprensa, o Congresso Fantoche, o Supremo Tribunal Federal e o juiz  Sérgio Moro, suspeito de ser agente da CIA, , o Ministério Público Federal, a Polícia Federal (a polícia política do golpe), e as Forças Armadas. Devem ter chegado a um consenso para colocar em andamento essa manobra, dada a fragilidade que o governo Temer/Cunha tem demonstrado, com as vacilações e o ministério dar a impressão que está despencando, pois boa parte dos ministros estão caindo e em razão da resistência popular a golpe e inclusive a condenação internacional aos golpistas.

A maioria dessas instituições burguesas são ocupadas por usurpadores que não se submeteram ao sufrágio universal, ao voto,  ou seja ao controle do povo, que permanentemente defendem os interesses da burguesia e do imperialismo norte-americano, agem politicamente.

A “Operação Lava Jato” foi montada apenas para perseguir os dirigentes petistas e os empreiteiros e empresários que apoiaram os governos do PT de Lula e Dilma.

A  Polícia Federal (PF) tornou-se a polícia política do golpe, adquirindo as características das SS nazistas, a exemplo do que vem fazendo não só em São Paulo como, por exemplo, no Paraná, onde Curitiba tornou-se a Nova Guantánamo, com as pessoas sendo presas sem culpa formada (ou seja, sem acusação), por meio de prisões “preventivas” e “provisórias”, para obtenção de “confissões” e “delações premiadas” sob clara tortura, a exemplo do que ocorre na prisão norte-americana em Guantánamo e ocorreu na época nazista de Hitler.

Os trabalhadores e o movimento popular não podem ter ilusões nessas instituições burguesas, nem ilusões parlamentaristas, legalistas e constitucionalistas, devendo priorizar a ação direta das massas.
Para tanto, é sumamente importante que todos saiam às ruas no próximo dia 10 de junho na manifestação convocada pela Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, rumo à greve geral, com a perspectiva da derrubada revolucionária da ditadura Temer/Cunha.

- Liberdade para os presos políticos!

- Pelas liberdades democráticas!

- Abaixo a repressão!

- Pela dissolução da polícia militar e da polícia federal (a polícia política do golpe)!

- Eleição dos juízes!

- Abaixo o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano!

- O povo na rua derruba a ditadura!

 - Fora Temer e todos os golpistas!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

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