domingo, 16 de julho de 2017

Brasil rumo à ditadura e ao fascismo

O fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a condenação de Lula e possibilidade do golpe dentro do golpe, com o golpista Rodrigo Maia, do Democratas (DEM, ex-Partido da Frente Liberal – PFL -  e ALIANÇA RENOVADORA NACIONAL – ARENA, o partido da ditadura militar de 1964), presidente da Câmara dos Deputados, articulando a derrubada do golpista Michel Temer, abrem a perspectiva da escalada golpista rumo à ditadura e ao fascismo.

Rodrigo Maia, conta com o apoio do “mercado”, isto é, da burguesia, principalmente a pró-imperialista, representada pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), sobretudo do capital financeiro, dos bancos, controlando o Congresso Nacional, o Judiciário e o Ministério Público (estas duas últimas instituições são elitistas, conservadoras e reacionárias, não se submetendo ao sufrágio universal, ao voto, ao povo, e ultimamente têm realizado atuação política de forma aberta, ao arrepio de suas leis orgânicas e da Constituição da República).

A consumação do golpe dentro do golpe poderá proporcionar mais ataques aos trabalhadores e à maioria oprimida nacional, pois a “plataforma” do golpista Rodrigo Maia vai mais além do que a de Michel Temer (“Uma ponte para o futuro”), pois inclui ainda, além das “Reformas Trabalhista e Previdenciária”, a tal “Reforma Tributária” e da “Segurança Pública”, o que demonstra que irá implementar a política ditada diretamente pelo imperialismo, principalmente, o norte-americano (Departamento de Estado, FBI e CIA), na mesma linha da “Operação Lava Jato”, concebida para perseguir o Partido dos Trabalhadores (PT) e os empresários nacionais (a burguesia nacional), que colaboraram com os governos de Lula e Dilma, tudo isso para implementar a terceirização, acabar com a CLT e a aposentadoria, aumentar o genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades e massacrar ainda mais a população carcerária brasileira (700.000 presos,  4ª população carcerária do  mundo), enfim, escravizando e recolonizando o Brasil.

O conjunto da classe operária, para deter essa escalada golpista, precisa entrar em movimento, rompendo a paralisia imposta pelas direções reformistas e pelegas, que levam uma política de conciliação e colaboração de classes, eleitoreira e parlamentarista, que tem levado o movimento popular a um beco sem saída, aplainando o terreno para o avanço da burguesia e do imperialismo, o que levou à derrubada presidenta Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores (PT).

Assim sendo, cumpre ao movimento operário e popular buscar a ação direta, convocar um Congresso de base da classe trabalhadora, com delegados eleitos nos Estados, em São Paulo ou no Rio de Janeiro, para discutir um plano de lutas contra o desemprego que atinge 14 milhões de brasileiros; pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salário, para que todos trabalhem; com a escala móvel de salários, com os aumentos sendo de acordo com a inflação e ganhos reais; formação de milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos; formação de um partido operário marxista e revolucionário; na perspectiva de uma greve geral por tempo indeterminado para a derrubada do regime golpista; rumo a um governo operário e camponês e a uma Internacional Operária e Revolucionária.

Mais do que nunca, a alternativa é o Socialismo!

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