Contra a guerra, pelos direitos dos povos oprimidos, pelo socialismo : a revolução proletária mundial!


O DIA 1 ° DE MAIO acontece em um contexto de rivalidades entre as potências imperialistas e múltiplas guerras locais. A rivalidade entre os “velhos”IMPERIALISMOS dos Estados Unidos, do Oeste da Europa,, do Japão com os imperialismos emergentes na China e na Rússia de acentuou de maneira mais clara. Potências regionais (Israel, Arábia saudita, Turquia, Irã) estão em disputa no Oriente Próximo. A Síria, o Iraque, a Coreia, o mar da China, a Ucrânia, o Afeganistão...são o teatro de manobras e de confrontações militares.
Até mesmo a retomada econômica do capitalismo mundial, compartilhada de forma desigual, não acalmou as tensões entre as diferentes frações da burguesia, nem os ataques contra os produtores. O emprego aumenta a nível mundial, mas não suficientemente para enfrentar o crescimento demográfico. Para o imperialismo mundial, uma grande parte da humanidade é supérflua. Por outro lado, o meio ambiente da espécie humana está em perigo devido e pela sobrevivência do capitalismo: aceleração do aquecimento climático, perda da diversidade biológica, rarefação das florestas e da água pura, etc..
Todas as potências imperialistas querem não somente defender seus superlucros contra seus rivais, mas também aumentar esses lucros. Seus Estados tentam fazê-lo atacando os direitos adquiridos por sua classe operária, se unindo e se reunindo em alianças, retomando a carreira armamentista, intervindo econômica, política, diplomática e militarmente no resto do mundo.
A OMC não consegue mais propulsar acordos mundiais. As trocas de mercadorias cessaram de se intensificar ( elas aumentam de agora em diante ao mesmo ritmo que a produção mundial). Porque os EEUU continua a ser a primeira potência mundial, mas que são ameaçados pela emergência da China, o presidente Trump fala abertamente de guerras comerciais que ele quer levar a cabo e ganhar. O protecionismo , que nunca havia desaparecido, retorna com mais força. A Grã Bretanha se retira da União europeia.


A reação política em geral e em toda a linha é própria do imperialismo. *(Lênin, O

imperialismo e o rompimento do (com o) socialismo, dezembro 1916).


Israel nunca se preocupou com uma autorização da ONU para matar palestinos ou para fazer a guerra aos seus vizinhos. Entretanto, os EEUU que fundaram a ONU no dia seguinte depois do fim da 2ª. Guerra Mundial, a contornam com frequência para levar adiante suas agressões militares, pois a China e a Rússia têm o direito de voto no Conselho de Segurança. Assim, o exército americano, ajudado pela França e pela Grã Bretanha, invocando um novo ataque químico, bombardeou a Síria no dia 14 de abril deste ano. Como se os crimes de guerra dessas três potências não fossem piores que os do açougueiro Assad.
Os emigrantes dos países pobres e dos países em guerra são mais do que nunca rejeitados e perseguidos. “Referenduns” (= enquetes populares) decidem sobre a questão (Brexit), candidatos e partidos ganham eleições denunciando os migrantes como bodes expiatórios (EEUU, Áustria, Itália, Hungria...). Muros surgiram ou são reforçados nas fronteiras dos EEUU, de Israel, da Espanha, da Grécia, da Bulgária, da Hungria, da Noruega, da China, da Grã-Bretanha, do Paquistão, do Botswana...
A Turquia, sempre membro da OTAN, de fato uma ditadura islamista, em janeiro deste, conduziu uma invasão militar na Síria para impedir a criação de um Estado curdo em sua fronteira e demonstrar suas pretensões de poder regional. Ele recebeu para isso o apoio dos djihadistas sírios, a autorização da Rússia e dos EEUU, enquanto que os chefes do PKK-YPD tinham colocado os combatentes curdos ao serviço do exército americano. Havendo vencido em Afrine no dia 1 de março, seu governante Erdogan amplia sua guerra suja enviando tropas turcas para invadir o norte do Iraque com CUMPLICIDADE não somente de Washington, mas também do governo de Barzani (PDK) da zona autônoma curda no Iraque.
Ao mesmo tempo, o governo colonialista israelense tem carta branca para uma nova vaga de repressão brutal contra a população palestina. O novo homem forte da Arábia Saudita, o príncipe Bin Salmane, justifica no mesmo momento a existência do Estado de apartheid, enquanto que o se país continua a alimentar o antissemitismo e o salafismo através do mundo, a financiar os movimentos islamo fascistas.
A restauração do capitalismo pelas burocracias stalinistas na Rússia e na China não somente introduziu novas potências imperialistas, mas também mudou o equilíbrio entre as classes, em detrimento dos trabalhadores. No Leste da Europa, na China, no Vietnã, as aquisições em termos de emprego , de saúde, de educação... como resultado do que trouxe a expropriação do capital, desapareceram brutalmente. A perspectiva do socialismo recuou no seio das massas exploradas e oprimidas. As burocracias no poder em Cuba e na Coreia do Norte começaram a se converter ao capitalismo.
Contrariamente ao que pretenderam os ideólogos e os políticos da burguesia imperialista, esse estado de coisas não conduziu ao triunfo da “democracia representativa”.
Os regimes autoritários sobreviveram e as democracias tradicionais rebaixam as liberdades democráticas e espionam as população em nome da “luta contra o terrorismo”. Trump foi eleito com menos vozes que Clinton. Nos EEUU , os negros continuam sendo o alvo dos agentes de polícia brancos. O papel dos serviços secretos e do estado maior é maior do que nunca nos EEUU . A presidente do Brasil eleita pelo sufrágio universal foi destituída em agosto em nome da “luta contra a corrupção” para ser substituída por um presidente do (P)MDB bem mais corrupto. O nacionalismo burguês da Venezuela que manteve o capitalismo se apoia cada vez mais no exército para resistir á fração pro-imperialista. O governo de Rajoy (PP) e a monarquia franquista proibiram, em outubro de 2017 , ao povo da Catalunha escolher democraticamente sua sorte através de um referendum.
Até os países mais avançados, a religião e o criacionismo promoveram frações nas classes dominantes. Os homossexuais continuam a ser perseguidos na maioria dos Estados. Os próprios direitos das mulheres são rediscutidos ou questionados , em particular o direito de abortar nos EEUU, na Polônia, na Hungria.
Mais uma vez, em todo o mundo, bandas fascistas criam o terror nos migrantes, nos grevistas, nos camponeses pobres, nas minorias religiosas ou nacionais (Yezidis, Roms, Rohingyas...). Sem embargo, os trabalhadores, as mulheres, as minorias oprimidas, os jovens em formação resistem de todas as maneiras que podem: petições, greves, manifestações, luta armada...na Síria, na Turquia, na China, no Irã, no Brasil, na Espanha, nos EEUU, na França... A classe operária nicaraguense, ao preço de dezenas de mortos, forçou o governo a retirar seu projeto de reforma da previdência social e das aposentadorias. As lutas de classe não param, mas ao proletariado e aos oprimidos do mundo lhes faltam as organizações necessárias para transformar a aspiração e o compromisso das massas em avanços e vitórias decisivos.
Com efeito, as organizações que atualmente controlam o movimento operário demonstram  ser incapazes de fazer frente ao ascenso da reação, para lutar contra as intervenções imperialistas, para liderar lutas para enfraquecer e derrubar o capitalismo mundial. As burocracias sindicais concordam em negociar todos os ataques. Os partidos ex-estalinistas, socialdemocratas e trabalhistas  governam pelo capitalismo, atacando as conquistas (ou preparando-se para fazê-lo). A DAS está dentro de um dos dois principais partidos burgueses nos Estados Unidos, o Partido Democrata, cujos candidatos (Obama, Clinton) também são apoiados pelo PCUS. O SPD acabou de salvar Merkel, na Alemanha.  O Syriza grego se rendeu às demandas de Berlim e Paris. O SD dinamarquês é aliado com o DF fascistizante e se soma à xenofobia. A SMER eslovaca governa com o SNS racista. O LP da Nova Zelândia governa com o partido xenófobo NZF. Os partidos velhos e novos  “reformistas” que estão na oposição, como o Partido Trabalhista na Grã-Bretanha, Die Linke na Alemanha, a França Insubmissa, Podemos do Estado Espanho... não reivindicam sequer o socialismo.
Nessa situação, é mais importante do que nunca reconstruir a internacional dos trabalhadores (e em cada país um partido operário revolucionário) com base no programa comunista. Em todos os lugares, a vanguarda deve ser agrupada para opor o internacionalismo proletário ao nacionalismo estreito que prega o confronto de alguns trabalhadores contra os outros. O internacionalismo defende o direito das nações oprimidas à autodeterminação, sem necessariamente defender uma separação. Os trabalhadores devem lutar contra qualquer restrição de conquistas políticas e sociais, como a melhor base para a luta por uma democracia verdadeira, isto é, pelo poder dos conselhos operários. Com base na solidariedade de classe do proletariado, que se opõem a divisão entre nacionais e estrangeiros, trabalhadores intelectuais e manuais, entre homens e mulheres, entre jovens e velhos, entre religiões diferentes.
É necessário para evitar o perigo de uma guerra mundial destrutiva, parar a destruição ambiental causada pela lei do máximo lucro capitalista, derrubar a burguesia, desmantelar o Estado burguês, tomar o poder, colocar os meios de produção nas mãos daqueles que, com o seu trabalho, criam a riqueza da sociedade, marchar ao socialismo, fazer desaparecer as fronteiras, as classes e o Estado.

1º de maio de 2018

Coletivo Revolução Permanente (Alemanha, Áustria, Canadá e França)

IKC (Estado Espanhol)

PD (Turquia)

TML (Brasil)


Nota da TML: a primeira parte da tradução foi feita pelo próprio CoReP, sendo que a segunda foi da TML a partir da versão em espanhol.

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