Desemprego aumenta e a crise econômica se aprofunda


O desemprego aumenta e a crise econômica se agrava com a piora de todos os índices econômicos, sendo que o dólar está chegando a 4 reais e “a Dívida Líquida Consolidada do Setor Público saltou de 39,2% em maio de 2016, para 52% do PIB em fevereiro de 2018, isto é, a elevação de 32,6% acumulado em 21 meses (ou 1,4% ao mês).”, conforme informação do economista Márcio Pochmann, ao Diário do Centro do Mundo de 24/4.

O desemprego no trimestre de janeiro a março de 2018 aumentou para “13,1%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com crescimento de 1,3 ponto percentual em relação ao trimestre outubro-dezembro de 2017.” E “A população desocupada nos três primeiros meses do ano chegou a 12,3 milhões de pessoas.” (O Estado de S. Paulo, em seu Editorial, “Perdendo o fôlego”, de 28/4).

O aumento do desemprego assusta aos analistas burgueses, porque era esperada a dispensa dos empregados contratados excepcionalmente para as vendas de natal, o que eles chamam de comportamento sazonal do mercado, todavia as demissões foram bem maiores do que o esperado, a qualidade do emprego continua se deteriorar e vem caindo a renda dos trabalhadores, denunciando o aprofundamento da crise econômica.

“O aumento da taxa de desocupação, maior do que o esperado por analistas do mercado de trabalho, que já levavam em conta o impacto dos fatores sazonais, parece estar ligado à perda do dinamismo da atividade econômica. As  projeções para o desempenho da economia ao longo de 2018 vêm se reduzindo gradualmente nas últimas semanas, em razão das incertezas que caracterizam o cenário político. E os dados sobre emprego divulgados pelo IBGE tendem a, no mínimo, sustentar essas projeções, quando não a estimular previsões mais pessimistas.

Além de seu indicador mais óbvio, que é o aumento da taxa de desocupação, as dificuldades para a recuperação mais vigorosa do mercado de trabalho são visíveis em outros dados da Pnad Contínua. A qualidade do emprego,  por exemplo, continua a se deteriorar. Entre o último trimestre de 2017 e os primeiros três meses  deste ano, foram fechados 408 mil postos de trabalho com carteira assinada, aqueles que oferecem melhores condições para os empregados e geralmente são mais bem remunerados.” (Idem).

“Quanto à renda, os indicadores não são animadores. O rendimento real médio habitual das pessoas ocupadas aferido pela Pnad Contínua no primeiro trimestre deste ano, de R$ 2.169, é exatamente igual ao do período correspondente do ano passado.” (Idem)

Logicamente, tem que se dar um desconto com relação aos índices do IBGE do regime golpista, porque, com certeza, os números reais da economia devem ser ainda piores.

O “Estadão” conclui seu Editorial já sem fôlego, apontando para a piora da crise:

“Sem aumento expressivo de renda, o consumo tende a se estagnar ou crescer pouco, o que afeta o desempenho de outros indicadores da atividade econômica, já influenciados pelo quadro político incerto.”

A crise do capitalismo aumenta de forma brutal, principalmente devido à resistência empírica do movimento popular contra a política de escravidão e recolonização da burguesia e do imperialismo, com a “Reforma Trabalhista”, terceirização, precarização, trabalho infantil e escravo e a tentativa da “Reforma da Previdência”, apesar da política de conciliação e colaboração de classes do PT, PSOL, PCdoB, sendo necessária uma alternativa operária, revolucionária e socialista para derrubar ao regime golpista civil-militar.

As eleições de outubro não abrem nenhuma perspectiva para o movimento operário e popular, porque serão antidemocráticas, fraudadas e possivelmente mais sangrentas do que as municipais de 2016, onde foram assassinadas 26 pessoas e houve 45 atentados. Na verdade, já estão sendo fraudadas há muito tempo com a farsa da Operação Lava Jato, concebida pela CIA,  para condenação e a prisão de Lula e consequente perseguição ao PT e ao conjunto dos lutadores do movimento operário e popular. Elas deverão ser controladas que nem na época da ditadura. Todavia, é fundamental a luta pela libertação de Lula, com a consequente queda da Bastilha de Curitiba.

A alternativa é a ação direta e revolucionária das massas, sem ilusões eleitoreiras e parlamentaristas.

Para tanto, nós da TML defendemos a convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora,  em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados da federação brasileira, com o objetivo de forjar uma vanguarda operária e revolucionária, superando a colaboração e conciliação de classes das direções burocráticas, pelegas e traidoras, discutindo um programa de lutas contra o desemprego, como, por exemplo, a formação de um Fundo Desemprego, com os trabalhadores empregados contribuindo com 0,5% de seu salário; escala móvel de salários de acordo com os índices do DIEESE; redução da jornada de trabalho, sem redução dos salários, para que todos trabalhem; anulação da “Reforma Trabalhista” e contra a “Reforma da Previdência”; fim da política de encarceramento em massa dos jovens pobres e negros; formação de comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares a partir dos sindicatos, na perspectiva do armamento do proletariado, objetivando a construção de um partido operário revolucionário, para a derrubada revolucionária dos golpistas e das instituições do regime burguês.



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