domingo, 4 de outubro de 2015

12º Congresso Nacional da CUT, em São Paulo, de 13 a 17 de outubro

Carta de saudação aos delegados operários, trabalhadores e camponeses

O movimento pró-formação de uma Tendência Marxista-Leninista do Partido dos Trabalhadores saúda aos mais de 2.500 delegados operários, trabalhadores e camponeses que participarão do 12º Congresso Nacional em São Paulo, no Centro de Convenções do Anhembi, de 13 a 17 do outubro de 2015, que tem como lema “Educação, Trabalho e Democracia. Direito não se reduz, se amplia.”.

Esse CONCUT acontece no momento em que o movimento golpista da burguesia nacional e do imperialismo considera este mês decisivo para suas pretensões, apoiado em suas “instituições” permanentes, como o poder judiciário, a polícia federal, o tribunal de contas da União, o ministério público, que são por demais conservadores, reacionários, porque seus membros não são controlados pelos cidadãos, não são eleitos, estão engajados em acelerar o processo golpista via “impeachment” ou golpe militar porque, ao que parece, estão chegando a um consenso em torno do nome do vice-presidente, Michel Temer, do PMDB, ou seja,  num golpe “parlamentar” a la Paraguai, embora  os militares continuem se movimentando, tanto em São Paulo, com acampamentos, como em Minas Gerais, fazendo propaganda golpista até em feiras livres, isso só falando dos estados mais importantes.

Além disso, assistimos ao aumento dos ataques fascistas, como os três atentados à bomba às sedes do Partido dos Trabalhadores, ao atentado à bomba ao Instituto Lula e à tentativa de linchamento do João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, o MST, na semana passada em Fortaleza, o que coloca a necessidade de organizar os comitês de autodefesa a partir dos sindicatos. Sem falar da tentativa de cassação do Partido da Causa Operária (PCO) pelo tribunal da burguesia.

Assim,  é fundamental que a CUT aprove uma plataforma de lutas que unifique a classe operária, trabalhadores, camponeses e os movimentos populares e sociais.

Devemos adotar uma estratégia de luta por um governo operário e camponês, buscando uma política de independência de classe, de ruptura com todos os setores e partidos burgueses.

Além disso, taticamente,  devemos ampliar a frente única antigolpista do PT, PCdoB, PCO, CUT, CTB, e os movimentos populares e sociais, como MST, MTST e UNE, fazendo uma chamamento especial às direções e aos militantes do PSOL, PSTU, PCB, PPL, MRT/LER-QI, LBI, POR e do MNN, da CSP-Conlutas, Força Sindical, CGTB, levantando bem alto as reivindicações transitórias da classe operária de barrar a terceirização e as MPs 664 e 665 (que reduzem pensões, aposentadorias, e o seguro-desemprego, etc.), escala móvel de salários (reajuste automático de salários de acordo com a inflação); redução da jornada de trabalho, sem redução de salários;  fim das demissões, estabilidade no emprego; não aos cortes dos programas sociais, e fim do congelamento dos vencimentos dos funcionários públicos, e em defesa da Petrobras.

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