domingo, 18 de outubro de 2015

Greve dos bancários no ABC aumenta no seu 11º dia

A greve nos bancos privados da região aumentou, mais de 60% dos funcionários do Bradesco, HSBC, Itaú e Santander cruzaram os braços  (no início do mês era apenas 40%).

Já nos bancos públicos, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, 90% dos trabalhadores aderiram à greve.

Ontem 285 agências e 5.100 funcionários estavam de greve, ou seja, 71,25%  das agências fechadas e 72,85%  bancários parados.

“Estamos ampliando a greve nos bairros. Ontem (quinta-feira), expandimos para Taboão e Paulicéia, em São Bernardo; Serraria e Inamar, em Diadema; Jardim e Campestre, em Santo André; além de  100% de adesão em Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra”,  informou Belmiro Moreira, presidente dos Sindicato dos Bancários do ABC (Diário do Grande ABC, 17/10).

Os bancários estão fazendo um trabalho de esclarecimento à população. “Na porta das agências fechadas, sindicalistas entregam aos clientes material impresso que informa sobre os motivos do movimento e pede compressão da população.´Não fique bravo com quem luta, lute contra quem te explora’, diz o texto, que também destaca as altas tarifas e juros cobrados pelas instituições.”, (idem)

Até agora a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) não negociou durante a semana. As reivindicações da categoria são as seguintes: o rejuste salarial de 16%, sendo a inflação do período mais aumento real de 5,7% e piso de R$ 3.299,66, vale alimentação e refeição no valor de um salário mínimo, três salários mais um fixo de R$ 7.246,00 na PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e melhores condições de trabalho, com mais saúde e fim das metas abusivas, fim do assédio moral e mais segurança nas agências. Por outro lado, os banqueiros oferecem apenas 5,7% de elevação salarial mais abono de R$ 2.500, o que como já dissemos anteriormente tais reivindicações estão bem abaixo dos lucros estratosféricos obtidos pelos bancos no último período. O setor financeiro é o resultado da fusão do capital industrial com o bancário. É o setor mais vinculado ao imperialismo norte-americano e europeu.

O movimento pró-formação de uma Tendência Marxista-Leninista (TML) do PT, agora integrante da Frente Resistência, formada originalmente com os agrupamentos coirmãos Coletivo Lênin, Coletivo Socialistas Livres, Tendência Revolucionária e militantes independentes (mas que segundo as últimas informações, os nossos agrupamentos já chegam a oito,  abrangendo cidades e estados, pelo Brasil todo, sendo que ainda estamos nos familiarizando com os mesmos, motivo pelo qual as omissões não são propositais, porque adotamos o critério de mencioná-los a partir do momento em que sejam incluídos no Blog da FR)  renova todo o seu apoio e solidariedade aos bancários nessa greve, a qual confirma o nosso prognóstico inicial de que com certeza a categoria tem todas as condições, com firmeza, de conquistar as reivindicações de sua campanha salarial.

Ignácio Reis

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