domingo, 20 de dezembro de 2015

A Nova Guerra Fria na América do Sul

A Nova Guerra Fria entre os Estados Unidos e União Europeia contra o bloco imperialista eurásico, ou seja, sino-russo, com os enfrentamentos na Ucrânia e Turquia, na Europa, na Síria, Palestina, no Oriente Médio, nos mares do Sul da China, na Ásia, anunciando a possibilidade da deflagração da III Guerra Munidal.

Também na América do Sul a Nova Guerra Fria está pegando fogo.

O imperialismo americano está numa ofensiva contra o imperialismo russo e chinês, tentando recuperar o terreno perdido, pois Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela voltaram-se comercialmente para a Rússia e a China. Em razão disso, os Estados Unidos têm desenvolvido uma política golpista contra os países americanos mais alinhados com o bloco eurásico ou com governos de "centro esquerda", visando retomar a sua hegemonia.

A vitória de Macri é resultado da política nacionalista burguesa do kirchnerismo, incapaz de levar avante uma luta consequente contra o imperialismo, expropriando verdadeiramente os monopólios imperialistas e realizando a revolução agrária. Outro fator é a política de capitulação dos partidos operários e pequeno-burgueses de esquerda ao  nacionalismo burguês kirchenerista-justicialista (peronista), como PTS e Partido Obrero, sendo que este último tem desenvolvido uma política abertamente eleitoreira e social-democrata,  da política de Frente de Izquierda, divulgada  em seu jornal Prensa Obrera (“Llevemos a la izquierda al Congresso”), ou seja, frente-populista.

Da mesma forma, na Venezuela, o governo Maduro perdeu as eleições legislativas recentemente, encontrando-se num impasse, em razão de sua política nacionalista burguesa. O mesmo acontece com a Frente Ampla uruguaia, liderada por Tabaré Vasquez.

Assim, a classe operária sul-americana está travando um luta terrível contra suas burguesias e os imperialismo americano e sino-russo, sendo que, no calor dessa luta, deverá formar um partido operário marxista revolucionário, com suas respectivas seções da Internacional Operária Comunista, buscando sua organização independente, travando um combate ao nacionalismo burguês, por um governo operário e camponês, para a realização das tarefas democráticas, independência nacional, expulsão do imperialismo, reforma e revolução agrária, com a expropriação dos meios de produção, fábricas e bancos, terra, latifúndios, empresas agrícolas, estabelecendo o monopólio do comércio exterior e a economia planificada.

Erwin Wolf

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