quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Mobilizar e sair às ruas para evitar a consumação do golpe

O presidente da Câmara Federal,  Eduardo Cunha, autorizou a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, sob desculpa de pedaladas fiscais.

A burguesia nacional e a CIA e o imperialismo americano pretendem tirar Dilma e consumar o golpe, no máximo em 30 dias.

A abertura do processo de impeachment é a tentativa do desfecho do golpe, quando sabemos que todos os governos, seja federal ou estadual, utilizam-se das pedaladas fiscais.

Anteriormente,  a Polícia Federal havia prendido, por ordem do Supremo Tribunal Federal de forma arbitrária, sem flagrante delito e sem que o mesmo tenha cometido crime inafiançável, contrariando totalmente a Constituição Federal,  o Senador Delcídio Amaral do PT do Mato Grosso do Sul, abrindo um terrível precedente de prender um parlamentar no exercício do mandato.

Foi mais uma demonstração do engajamento do Poder Judiciário e da Polícia Federal na escalada golpista (esses órgãos ou entes “públicos”, são ocupados por usurpadores que não se submeteram a sufrágio unirversal, ao voto, não sendo controlados pelo povo). Essa ação rápida do STF e da PF contrasta com a proteção que dão ao deputado Eduardo Cunha, que apesar de estar mais do que comprovado que ele recebeu mais de 5 milhões de dólares em propina, nada acontece com o mesmo, pelo contrário o facínora continua fazendo o que quer no Congresso Nacional, porque lidera o golpe da burguesia e do imperialismo americano. Assim, fica claro o fingimento de uma suposta imparcialidade do Supremo Tribunal Federal, o qual deu cobertura para que Cunha deflagrasse o processo de impeachment contra a presidente Dilma.

Portanto, essas ações rápidas, esse ritmo frenético é ditado pela CIA, embaixada e consulados americanos que estão engajados no golpe, como na Venezuela, Paraguai, Honduras, Ucrânia, Egito, Tailândia, Líbia, Síria, etc. (a lista é longa, quase 1 golpe por ano nos dois governos de Barack Obama), os quais desejam tirar Dilma, o Partido dos Trabalhadores e o Partido Comunista do Brasil, no máximo em 30 dias, para depois atacar os demais partidos operários e de esquerda, os sindicatos, as centrais sindicais, os movimentos populares e sociais, impor a terceirização do trabalhador (precarização/escravidão), o corte das aposentadorias e das pensões, suprimir o seguro-desemprego, e demitir trabalhadores, utilizando-se da Lei Antiterrorismo, como no Estado de São Paulo está fazendo com os professores e os estudantes, e de forma geral fazem contra o povo pobre e oprimido das periferias da cidades, com o genocídio diário da população, como ocorre nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e nas demais cidades do País.

Absurdamente, a direção do Partido dos Trabalhadores, de forma suicida, alimenta a ilusão de recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra Cunha, ajuizando inúmeras ações. É o mesmo que a vítima pedir ao carrasco que não a enforque, não a execute, não a mate. O problema não é jurídico, é político. A questão é mobilizar e colocar o povo nas ruas.

Neste momento, em razão da política cega, suicida e capituladora de colaboração de classes de Dilma Roussef e da direção majoritária do Partido dos Trabalhadores, a antiga Articulação, hoje Construindo um Novo Brasil (CNB), que pavimentou o terreno para a deflação do processo de impeachment, há necessidade de que a direção do PT seja imediatamente destituída, sendo que para tanto as bases do partido devem se lançar na luta pela convocação extraordinária do VI Congresso do Partido dos Trabalhadores, em São Paulo, o mais breve possível, para eleger uma nova direção à altura para o enfrentamento dos golpistas.

Assim,  é fundamental que a CUT e a CTB, como as demais centrais, mobilizem as suas bases e saiam às ruas, assim como os militantes dos partidos operários e de esquerda e dos movimentos populares e sociais.

Sem perder de vista a estratégia de luta por um governo operário e camponês, buscando uma política de independência de classe, de ruptura com todos os setores e partidos burgueses, neste momento, taticamente,  devemos ampliar a frente única antigolpista do PT, PCdoB, PCO, CUT, CTB, e os movimentos populares e sociais, como MST, MTST e UNE, fazendo uma chamamento especial às direções e aos militantes do PSOL, PSTU, PCB, PPL, MRT/LER-QI, LBI, POR e do MNN, da CSP-Conlutas, Força Sindical, CGTB, levantando bem alto as reivindicações transitórias da classe operária de barrar a terceirização e as MPs 664 e 665 (que reduzem pensões, aposentadorias, e o seguro-desemprego, etc.), escala móvel de salários (reajuste automático de salários de acordo com a inflação); redução da jornada de trabalho, sem redução de salários;  fim das demissões, estabilidade no emprego; não aos cortes dos programas sociais, e fim do congelamento dos vencimentos dos funcionários públicos, e em defesa da Petrobras e da expropriação da Samarco 
(Vale + BHP Billiton).

Toda essa luta, pode ser resumida, neste momento, nas palavras de ordem de:

Fora Cunha!

Abaixo o ajuste fiscal!

Erwin Wolf

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