segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Considerações a respeito dos 8 pontos do Coletivo Marxista do PT

O movimento pró-formação de uma Tendência Marxista-Leninista do Partido dos Trabalhadores publicou no nosso Blog os 8 pontos do co-irmão Coletivo Marxista do PT, todavia, nesta oportunidade, tece algumas considerações sobre os mesmos, ressalvando algumas divergências:

A TML entende  que, nesta conjuntura nacional, está colocada a ruptura do PT com os setores e partidos burgueses,  ou seja, o combate à política de colaboração de classes da direção majoritária do PT, a antiga Articulação, hoje Construindo um Novo Brasil (CNB). Defende a reforma agrária, para que seja dada terra aos camponeses, mas também a revolução agrária com a expropriação das empresas agrícolas, para que fiquem sob controle dos trabalhadores e operários agrícolas.

A TML luta, ainda, pelo controle operário da Petrobrás. Defende também a expropriação da Samarco (Vale + BHP Billiton), para que fique sob controle operário. Por último, entende a TML que, neste momento, não está colocada a luta eleitoral, mesmo por uma assembleia constituinte popular, mas o enfrentamento do golpe da burguesia e do imperialismo americano, com a mobilização nas ruas. A TML sem perder de vista a estratégia de luta por um governo operário e camponês, defende uma política de independência de classe, de ruptura com todos os setores e partidos burgueses, contra a política de colaboração de classes da direção majoritária do PT, antiga Articulação, hoje Construindo um Novo Brasil (CNB).

A TML  luta pela ampliação da frente única antigolpista do PT, PCdoB, PCO, CUT, CTB, e os movimentos populares e sociais, como MST, MTST, UBES e UNE, fazendo uma chamamento especial às direções e aos militantes do PSOL, PSTU, PCB, PPL, MRT/LER-QI, LBI, POR e do MNN, da CSP-Conlutas, Força Sindical, CGTB, para que se somem à luta contra o golpe da burguesia e do imperialismo americano, levantando bem alto as reivindicações transitórias da classe operária de barrar a terceirização e as MPs 664 e 665 (que reduzem pensões, aposentadorias, e o seguro-desemprego, etc.), escala móvel de salários (reajuste automático de salários de acordo com a inflação); redução da jornada de trabalho, sem redução de salários;  fim das demissões, estabilidade no emprego; não aos cortes dos programas sociais, e fim do congelamento dos vencimentos dos funcionários públicos, e em defesa da Petrobras e da expropriação da Samarco (Vale + BHP Billiton).

Toda essa luta, pode ser resumida, neste momento, nas palavras de ordem de:

Fora Cunha! Abaixo o ajuste fiscal!

Erwin Wolf
Ignácio Reis

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