domingo, 7 de fevereiro de 2016

Nota da CUT de repúdio ao assassinato de líder camponesa negra

O Movimento pró-formação de uma Tendência Marxista-Leninista no PT publica abaixo a Nota da CUT sobre o assassinato da jovem líder camponesa negra Francisca das Chagas Silva, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Maranhão (STTR), brutalmente assassinada aos 34 anos de idade. 

O corpo foi encontrado com perfurações e marcas de tortura, sendo que provavelmente que Francisca também tenha sido estuprada.

Francisca, moradora do povoado quilombola Joaquim Maria, participou da Marcha das Margaridas, em 2015.

Cumpre ao governador do Estado do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB, e demais autoridades maranhenses, apurar o caso e prender os assassinos. 

Por outro lado, os trabalhadores e camponeses precisam organizar comitês de autodefesa a partir dos sindicatos, para fazer frente aos fazendeiros, latifundiários e seus jagunços, liderados pela UDR.

A luta pela reforma agrária, para a obtenção de terra para que nela trabalha, assim como pela revolução agrária, com a expropriação dos latifúndios e das grandes empresas agrícolas, combinando a luta dos camponeses com a dos operários agrícolas não pode parar, tem de seguir em frente. 

Assim, a CUT e o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) devem mobilizar os trabalhadores e camponeses e exigir a prisão dos assassinos e torturadores.

Segue abaixo a Nota da CUT:

“Nota da CUT de repúdio contra o assassinato da trabalhadora Francisca das Chagas Silva

Francisca era trabalhadora rural e sócia no Sindicato de Mirando do Norte
Escrito por: CUT Nacional • Publicado em: 05/02/2016 - 16:31 • Última modificação: 05/02/2016 - 17:11 Escrito por: CUT Nacional Publicado em: 05/02/2016 - 16:31 Última modificação: 05/02/2016 - 17:11 
Sindicato de Miranda do Norte 

A Central Única dos Trabalhadores vem a público manifestar seu repúdio contra o assassinato da Margarida Francisca das Chagas Silva, de 34 anos, que foi morta com requintes de crueldade, e sinais de violência sexual, na madrugada do dia 1º de fevereiro.

Quilombola do povoado Joaquim Maria, na zona rural do município maranhense, de Miranda do Norte, Francisca, era trabalhadora rural e sócia no Sindicato. Foi uma das muitas Margaridas que estiveram em agosto de 2015 em Brasília, reivindicando um Brasil e um mundo, com: “Desenvolvimento Sustentável com Democracia, Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade”.

O assassinato da mulher e trabalhadora rural evidencia como ainda é assustadora a violência que é praticada contra as mulheres no Brasil, sobretudo as mulheres negras.

A CUT, que sempre lutou por políticas públicas para combater, enfrentar e denunciar qualquer tipo de violência, irá cobrar e acompanhar para que haja uma investigação rigorosa e que todos os envolvidos, mandantes e executores sejam punidos. Francisca foi mais uma vítima machismo e do ódio de classe em nosso país.”

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