segunda-feira, 2 de maio de 2016

Antecipar eleições é capitulação, traição e colaboração com o golpe

O Portal 247 noticiou que “Dilma quer antecipar eleições para outubro”, ou seja, que “A presidente Dilma Rousseff deve enviar até sexta-feira ao Congresso proposta de emenda constitucional que antecipa a eleição presidência para o dia 2 de outubro.”

O Portal informou, ainda, que o Ministro da Secretaria do Governo, Ricardo Berzoini, e o Ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, os senadores Paulo Paim (PT-RS), Jorge Viana (PT-AC) e Lindbergh Farias (PT-RJ) estão apoiando essa proposta.

Anteriormente a TML havia informado que a burguesia entreguista pró-imperialista e a esquerda pequeno-burguesa estão defendendo uma das variantes golpistas, colocada por um setor do imperialismo norte-americano, isto é, as eleições agora.

Além disso, o partido criado por Marina Silva e financiado pela Neca Setúbal do Banco Itaú, a Rede, o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados).

Essa variante, é uma das alternativas defendidas por um setor do imperialismo norte-americano, o qual entende que é problemático remover Dilma, que não é acusada de nada, e colocar no poder, por meio de golpe, os ultracorruptos Temer e Cunha. É mais ou menos a posição manifestada pelo principal porta-voz do imperialismo norte-americano, o  New York Times.

O  PSTU defende também o “Fora todos”, estando neste momento fazendo frente única com a direita, que sequer podemos nem caracterizar como morenista, na verdade é lacerdista, lembrando o posicionamento de Carlos Lacerda, da UDN (União da Democrática Nacional, uma espécie de PSDB) um dos líderes civis do golpe de 1964, como Roberto Marinho (Rede Globo), Magalhães Pinto (Banco Nacional), Olavo Setúbal (Banco Itaú), Laudo Natel (Banco Bradesco), Ademar de Barros (Grupo Bandeirantes), Otávio Frias (Folha de S. Paulo), Júlio de Mesquita (O Estado de S. Paulo), etc.

Já a direção do PSOL posicionou-se contra as eleições gerais.

A LBI (Liga Bolchevique Internacionalista) que, às vésperas da votação do pedido de “impeachment” da presidente Dilma Rousseff, passou a enxergar o golpe, o que parecia ter sido um avanço em sua posição política, no sentido de se somar à frente única antigolpista, na verdade segue com seus zigue-zagues, destilando o seu sectarismo, flertando com a posição do PSTU, sendo que no 1º de maio, em São Paulo, o Grande Mestre Secretário-Geral da LBI foi tomar benção do Zé Maria.

Assim, remover uma presidente eleita democraticamente neste momento, seja através do golpe parlamentar (“impeachment”), seja por meio de eleições, agora é golpe.

Em razão disso, é fundamental que a presidenta Dilma, os senadores e a direção do PT se manifestem e prestem esclarecimentos, dado a gravidade da proposta de antecipação das eleições presidenciais.

Erwin Wolf

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