sexta-feira, 13 de maio de 2016

Avança ditatura em SP: estudantes secundaristas são presos e levados para delegacia de polícia

A Polícia Militar prendeu os estudantes secundaristas que ocupavam as escolas técnicas por causa da máfia da merenda do governo Alckmin.

O procurador geral do Estado, Elival da Silva Ramos, deu parecer favorável à intervenção truculenta da PM, que prendeu os adolescentes e os levou à delegacia de polícia, dentro de ônibus.

No parecer da Procuradoria Geral do Estado falou-se em autotutela, ou seja, o direito do ente público de agir imediatamente em legítima defesa, o que claramente não foi o caso, pois as escolas estavam ocupadas há vários dias, o que obrigava o governo estadual a requerer a reintegração de posse na Justiça, visando um mandado judicial, uma ordem do juiz.

Acontece que com a instauração da ditadura Temer, que nomeou o truculento ex-secretário de segurança pública do Estado de São Paulo, Alexandre de Moraes, como ministro da justiça (na verdade ele deve se sentir como chefe de polícia em razão de sua truculência), “coincidentemente” a Procuradoria Geral do Estado, que antes ajuizava pedidos de reintegração de posse, agora mudou seu entendimento, liberando geral a repressão no Estado de São Paulo, começando, covardemente, pelos adolescentes, reduzindo na prática a maioridade penal, sabendo também que o Supremo Tribunal Federal rasgou a Constituição, com condenações sem prova dos companheiros do PT, com o fim da presunção de inocência e por ter participação ativa no golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, dando cobertura aos golpistas.

Além disso, o truculento Alexandre de Moraes está prometendo perseguir os movimentos populares e sociais, a exemplo do que fez Fernando Capez (promotor de justiça, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, acusado de ser ladrão de merenda escolar) com as torcidas organizadas.  

O movimento operário e popular deve preparar e organizar a sua autodefesa, formando as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, para enfrentar esses golpistas nazi-fascistas.

Erwin Wolf

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