sexta-feira, 4 de setembro de 2015

103 anos do Manifesto de Bâle

Internacionalismo proletário revolucionário

O movimento pró-formação de uma tendência socialista operária revolucionária do PT está centrado sempre no estudo da teoria marxista, porque como disse Lênin, “Sem teoria revolucionária, não há movimento revolucionário.” Todavia, nesta conjuntura, onde enfrentamos um golpe de direita e do imperialismo em marcha, temos desenvolvido muitas atividades práticas, que de certo modo têm impedido o estudo aprofundado da teoria marxista, porque o nosso Partido dos Trabalhadores, juntamente com a Central Única dos Trabalhadores estão impulsionando uma frente única anti-golpista com o PCdoB, PCO, a CTBB, MST e MTST e demais organizações dos movimentos sociais. Em virtude dessa luta, deixamos de realizar os cursos que havíamos programado para o início deste semestre, motivo pelo qual registramos essa autocrítica. Contudo pensamos retomar os estudos (autocrítica na prática), para não cairmos num “ativismo”, que sempre é prejudicial. É importante saber combinar a teoria à prática. Para tanto, apresentamos as conclusões do  importante Congresso de Bâle, realizado nessa cidade da Suiça, em 24 e 25 de novembro de 1912, na visão de Lênin.

A partir de 1870 o capitalismo deixou de jogar um papel progressista, passando a um estágio superior, de decadência, transformando-se em imperialismo, época dos grandes monopólios, da fusão do capital industrial com o capital bancário, formando o capital financeiro. Época de reação em toda linha, de guerra e revoluções.

O agravamento da crise capitalista mundial, com os imperialismos norte-americano, europeu e asiático, colocando em risco a deflagração da III Guerra Mundial,  tendo total vigência o prognóstico do Programa de Transição de Leon Trotsky, de 1938, que coloca as premissas objetivas para a construção da Internacional Operária:

“Todo falatório, segundo o qual, as condições históricas não estariam “maduras” para o socialismo, são apenas produto da ignorância ou de um engano consciente. As premissas objetivas necessárias para a revolução proletária não estão somente maduras: elas começam a apodrecer. Sem a vitória da revolução socialista no próximo período, toda a humanidade está ameaçada de ser conduzida a uma catástrofe. Tudo depende agora do proletariado, ou seja, antes de mais nada, de sua vanguarda revolucionária. A crise histórica da humanidade reduz-se à crise da direção revolucionária.”

Sobre o Congresso de Bâle,  transcrevemos abaixo, trecho da Nota 3, pág. 76, da obra de Vladimir Lênin, “A falência da II internacional”, Kairós Livraria e Editora, 1979:

 “O Congresso de Bâle, congresso socialista internacional extraordinário, realizou-se em Bâle, nos dias 24 de 25 de novembro de 2012. O Congresso realizou-se para resolver as questões relativas à luta contra a ameaça de guerra imperialista mundial, que se tinha acentuado desde o início da Primeira Guerra Balcânica.

Em 25 de novembro, o congresso adotou por unanimidade um manifesto sobre a guerra. O manifesto alertava os povos para o perigo de uma guerra mundial iminente, desmascarava seus objetivos criminosos e conclamava os socialistas de todos os países para lutarem energicamente contra a guerra. Ele recomendava que os socialistas – caso uma guerra imperialista viesse a estourar – aproveitassem da crise econômica e política que ela engendraria para acentuar a luta em favor da revolução socialista.”

Seguem as importantes conclusões de Lênin sobre o Manifesto de Bâle (pág. 27 da obra citada):

“(...) O Manifesto de Bâle diz: 1) que a guerra engendrará uma crise econômica e política; 2) que os operários considerarão um crime participar da guerra, “atirar uns sobre os outros pelo lucro dos capitalistas, pelo orgulho das dinastias e pelas maquinações dos tratados secretos”, que a guerra suscita entre os operários “indignação e cólera”; 3) que essa crise e esse estado de espírito dos operários devem ser utilizados pelos socialistas para “agitar as camadas populares” e para “precipitar a derrubada da dominação capitalista”; 4) que os “governos” – sem exceção – não podem detonar a guerra “sem se pôr, eles mesmos, em perigo”; 5) que os governos “têm medo” da “revolução proletária”; 6) que os governos “não se esquecem” da Comuna de Paris (isto é , da guerra civl), da revolução de 1905, na Rússia etc.  (...).” (Hoje podemos acrescentar que os governos não se esquecem também da Revolução Russa de 1917, Revolução Húngara de 1919,  da Revolução Chinesa de 1949, da Revolução Coreana de 1953, da Revolução Cubana de 1959, da Revolução Francesa de maio de 1968,   da Revolução Vietnamita de 1975, da Revolução Nicaraguense de 1979, etc.– Nota de E.W.).

A alternativa da humanidade é o socialismo, e não a barbárie capitalista.
Erwin Wolf

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