terça-feira, 29 de setembro de 2015

Greve geral contra o golpe da burguesia e do imperialismo

A burguesia nacional e o imperialismo consideram o mês de outubro como um mês decisivo para suas pretensões golpistas, sendo que acionaram as suas principais “instituições” permanentes, como o Poder Judiciário, a Polícia Federal, o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público, para acelerarem o processo golpista em marcha via “impeachment” porque, ao que parece, estão chegando a um consenso em torno do nome do vice-presidente, Michel Temer, do PMDB, ou seja,  num golpe “parlamentar” a la Paraguai, embora  os militares continuem se movimentando, tanto em São Paulo, com acampamentos, como em Minas Gerais, fazendo propaganda golpista até em feiras livres.

Neste momento, o ministro Levy, representante da burguesia e do imperialismo, lança mais um pacote contra a classe trabalhadora e a maioria oprimida nacional, retirando da Saúde Pública 4 bilhões de reais, congela os arrochados vencimentos dos funcionários públicos, reduz drasticamente programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida.

Além disso, assistimos ao aumento dos ataques fascistas, como o três atentados à bomba às sedes do Partido dos Trabalhadores, ao atentado à bomba ao Instituto Lula e à tentativa de linchamento do João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, o MST, na semana passada em Fortaleza, o que coloca a necessidade de organizar os comitês de autodefesa a partir dos sindicatos.

Ainda, o Tribunal Superior Eleitoral, tentou cassar o registro do Partido da Causa Operária (PCO), mas recuou em razão da campanha da classe operária e dos movimentos populares e sociais.
Por outro lado, a maior e mais importante Central Operária do País, a Central Única dos Trabalhadores, realizará o seu 12º Congresso Nacional em São Paulo, de 13 a 17 do outubro de 2015, que tem como lema “Educação, Trabalho e Democracia. Direito não se reduz, se amplia.”

Infelizmente, as direções do CSP-Conlutas, ligada ao PSTU, e as demais organizações que levam uma política de seguidismo ao morenismo, como MRT/LER-QI e LBI, além do lorista POR e o MNN, e partidos como o PCB, o PSOL e o PPL, assim como a CGTB, passaram para o outro lado, atravessaram o rubicão, chegando até a participar das manifestações golpistas, como a do dia 18 de setembro passado. Os militantes desses partidos e organizações devem romper imediatamente como os mesmos, lutando contra o golpe da burguesia nacional e do imperialismo, bem como contra os ataques aos direitos da classe trabalhadora, sem perder de vista a perspectiva estratégica marxista-leninista da luta por um governo operário e camponês.

Assim, tendo em vista a iminência do golpe da burguesia nacional e do imperialismo, devemos aproveitar as mobilizações marcadas pela Frente Brasil Popular em todo o País, para o próximo sábado,  dia 3 de outubro, assim como o 12º Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores, para buscar uma política de independência de classe, de ruptura com todos os setores e partidos burgueses, organizar comitês de autodefesa, costurar uma frente única antigolpista com o PCdoB, PCO e demais partidos de esquerda, a CTB e demais centrais, e os movimentos populares, como MST e MTST, bem como deliberar a greve geral para deter o golpe da burguesia nacional e do imperialismo, barrar a terceirização, as MPs 664 e 665 (redução de pensões, redução da aposentadoria, etc.), impedir o corte de 4 bilhões de reais da Saúde Pública e os cortes dos programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida, e derrotar o congelamento dos vencimentos dos funcionários públicos.

Ignácio Reis

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