segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Nova diretoria toma posse no Sindicato dos Jornalistas de SP

A Chapa 1, Unidade e Luta, tomou posse no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, ontem, sábado, dia 19, às 15 horas, no Auditório Vladimir Herzog.

A posse iniciou-se com o pronunciamento de uma jornalista torturada no Doi-Codi, na época da ditadura militar, que trabalhara na equipe de Vladimir Herzog, na TV Cultura. Ela informou que 24 jornalistas perderam a vida na ditadura militar, bem como que tinha acabado de ocorrer mais uma chacina no Estado de São Paulo, na cidade de Carapicuíba, onde foram mortos 4 entregadores de pizza, com idade de 16 anos, que aguardavam para receber o salário, pelo dia trabalhado.

O Deputado Federal Vicentinho saudou a nova diretoria do Sindicato e deu um quadro do atual Congresso Nacional, dizendo, por exemplo, que dos 87%  dos deputados que eram ligados aos trabalhadores, apenas 48% foram eleitos; que dos 17% deputados negros, apenas 4% foram eleitos; que a bancada ruralista cresceu 72%; e que reapresentou projeto para a federalização de crimes contra jornalistas, porque os coronéis nos estados não permitem a apuração desses crimes (a reapresentação se deveu ao fato de que o deputado que apresentara anteriormente o mencionado projeto não foi reeleito, no entanto autorizou a reapresentação).

A Chapa Unidade e Luta é composta por 87 jornalistas, sendo liderada pelo jornalista Paulo Zocchi, do jornal “O Trabalho”, da corrente interna do PT, constituindo-se numa diretoria colegiada, representativa de todas as forças que atuam na luta desenvolvida pelo Sindicato, tendo inclusive a participação do companheiro Cadu Bazilevski, colaborador do movimento pró-formação de uma Tendência Marxista-Leninista do PT (antiga Tendência Socialista Operária).

Paulo Zocchi, salientou inicialmente que a diretoria do Sindicato na década de 30 do Século passado discutiu qual o caráter do Sindicato dos Jornalistas, se um sindicato de profissionais liberais ou de assalariados, sendo definido e deliberado que é um sindicato de assalaridados. Descreveu também as áreas de atuação dos jornalistas, como jornais, revistas, Internet, diagramadores, ilustradores, repórteres fotográficos, repórteres cinematográficos, etc. Depois leu um discurso escrito pela nova diretoria, destacando, entre outros temas, os seguintes: a luta contra o sucateamento da Previdência Pública, a luta pela Saúde Pública, a democratização dos meios de comunicação. Falou, ainda, do “passaralho” (as demissões) e do “ficaralho” (quando não há demissão, mas os profissionais ficam na empresa trabalhando de forma precarizada); da precarização, com o “invenção” do “freela-fixo” e da “pejotização” (os jornalistas são forçados a abrir pessoa jurídica), tendo informado que o Sindicato conquistou muitas vitórias, com os patrões sendo obrigados a assinar a carteira de trabalho de vários jornalistas que trabalhavam “sem vínculo empregatício”. Enfatizou a luta pela PEC do diploma. Descreveu também a luta desenvolvida pelo Sindicato dos Jornalistas contra a PEC 4330, da terceirização.

Estiveram presentes, representantes da Federação Nacional de Jornalismo, da CUT nacional e estadual, da CTBB, e das diversas entidades dos jornalistas no Estado de São Paulo e do Brasil, como, por exemplo, a Associação dos Jornalistas Veteranos de São Paulo, além dezenas de saudações enviadas do interior e do País. Esteve presente, também, Simone Bazilevski, ex-dirigente do Sindicato dos Funcionários Públicos do Município de São Bernardo do Campo.

Assim, o movimento pró-formação de uma Tendência Marxista-Leninista do PT saúda a nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, desejando-lhe que desenvolva uma política de independência de classe, com muitas vitórias e muitas conquistas para a categoria, promovendo a unidade da classe trabalhadora.

Erwin Wolf

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