segunda-feira, 23 de novembro de 2015

1º deputado eleito do PT de SBC critica política de alianças

Expedito Soares Batista, primeiro deputado estadual eleito pelo Partido dos Trabalhadores de São Bernardo Campo, em 1982, critica a política de alianças do partido, em entrevista ao Diário do Grande ABC de 22/11.

“Expedito Soares Batista mantém defesa do petismo, mas reconhece que postura adotada pelo amigo e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afastou o partido dos ideais que levantava no passado. Ele critica principalmente a política de ampla coalizão adotada por Lula quando chegou ao poder em 2002.”, diz o Diário do Grande ABC.

Ainda segundo o jornal, Expedito Soares afirmou que:

“Quando liguei a televisão e vi o Lula ao lado do (Paulo) Maluf (PP, deputado federal) para fortalecer a campanha do (Fernando) Haddad (PT, prefeito de São Paulo), me senti constrangido.  Assim como fiquei muito triste ao ver o Lula ao lado do (José) Sarney (PMDB, ex-senador) e do (Fernando) Collor (PTB, ex-presidente da República e atual senador por Alagoas). É deprimente”, questiona o petista”, segundo o Diário do Grande ABC.

Segundo o jornal, “Mesmo fora da política, Expedito faz análise cética do governo de Dilma Rousseff (PT), dizendo que a coalizão prejudica seu mandato.”

Além disso, Expedito Soares fez uma análise do governo Dilma, da política de “governabilidade”, ou seja, da política de colaboração de classes do PT,  chegando a uma importante conclusão:

“O Lula botou a cara para elegê-la. Para a sociedade, é um governo do PT, mas na prática não. É um governo que vai desde banqueiros até mequetrefes do Congresso Nacional. A Dilma tinha de ter governo mais de centro-esquerda, compor com esse pessoal, sob pena de ter dificuldade de governar e até sofrer impeachment. Às vezes é melhor perder o poder do que governar com bandidos.”

O movimento pró-formação de uma Tendência Marxista-Leninista do PT defende a ruptura com essa política suicida de colaboração de classes do partido, colocada em prática pela tendência majoritária, a antiga Articulação, hoje Construindo um Novo Brasil (CNB), que levou o partido a essa encruzilhada que o Partido dos Trabalhadores e o governo Dilma vivem, com a ameaça do golpe da burguesia e do imperialismo, por meio de impeachment a lá Paraguai (golpe parlamentar), ou mesmo golpe militar.

Assim, nesta conjuntura, entendemos que ganharam relevo as bandeiras de Fora Cunha e contra o ajuste fiscal, para barrar a terceirização e as MPs 664 e 665 (que reduzem pensões, aposentadorias, e o seguro-desemprego, etc.), escala móvel de salários (reajuste automático de salários de acordo com a inflação); redução da jornada de trabalho, sem redução de salários;  fim das demissões, estabilidade no emprego; não aos cortes dos programas sociais, como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, PRÓ-UNE, PRONTATEC, FIES, etc., fim do congelamento dos vencimentos dos funcionários públicos, defesa da Petrobrás e expropriação da Samarco (Vale + BHP Billiton).

Fora Cunha!

Abaixo o ajuste fiscal!

Erwin Wolf

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